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Presidente da Guiné Equatorial, solidariza-se com situação financeira de José Eduardo dos Santos e comunica que vai pagar despesas

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, comunicou as autoridades angolanas, que passará a contribuir nas despesas do ex-presidente, José Eduardo dos Santos, sempre que o mesmo se deslocar a Espanha, para dar seguimento ao tratamento médico que recebe, em Barcelona.

Por Divânia Nascimento em 18/10/2021 às 13:29:31
Presidente da Guiné Equatorial, solidariza-se com situação financeira de José Eduardo dos Santos e comunica que vai pagar despesas

Presidente da Guiné Equatorial, solidariza-se com situação financeira de José Eduardo dos Santos e comunica que vai pagar despesas

Fontes diplomáticas, informam que o líder da Guiné Equatorial, sentiu-se bastante comovido com a situação do seu amigo angolano, depois deste ter recebido um "informe" do Presidente da Guiné-Bissau, Úmaro Sissoco Embaló, que visitou José Eduardo dos Santos, em Outubro de 2020, em Barcelona, reportando-o sobre as condições que o Estadista angolano estaria submetido.

De referir que inicialmente as despesas de Eduardo dos Santos, em Espanha, eram asseguradas pela filha Isabel dos Santos, e pelo general Leopoldino Fragoso do Nascimento, intitulado como "Dino", uma vez que o antigo Presidente renunciou o apoio do Estado angolano.

Devido o congelamento das contas bancárias de Isabel e Leopoldino Fragoso, por determinação da Procuradoria Geral da República, José Eduardo dos Santos, acabou por aceitar que suas despesas fossem equacionadas no âmbito das regalias esplanadas na Lei sobre o Estatuto dos Antigos Presidentes da República de Angola.

Uma vez que o ex-chefe de estado, se encontra sob dependência da Presidência da República, passou a enfrentar algumas dificuldades, como por exemplo a redução de apoio pessoal, bem como guardas e o seu "staff" mais próximo, dentre eles, mordomo e homens de campo, onde esse mesmo grupo de equipa, "staff", se viu mergulhado numa onda de atrasos de salários.

De acordo com informações, do órgão de comunicação Club k, o senhorio que arrendou a sua residência, no Bairro Pedralbes, na cidade de Barcelona, ao José Eduardo desde Abril de 2019, também reclamou pelos pagamentos das rendas em atraso.

A imprensa portuguesa, por duas vezes, informou que JES estaria de volta a Luanda, mas sem sucesso, visto que esteve impossibilitado devido a sua deslocação para o Dubai, aquando d do passamento físico do seu genro, o que lhe levou a ir consolar a sua filha Isabel dos Santos, que se encontrava enlutada e pela segunda vez por alegada ausência de condições.

Assim sendo, o Presidente da Guiné Equatorial, ao tomar conhecimento que o seu amigo angolano estava a passar "dificuldades" em Barcelona, notificou o estado angolano, reportando que doravante o seu país iria comparticipar com os custos das despesas de José Eduardo dos Santos em Espanha.

De salientar que no âmbito deste apoio, Teodoro Obiang Nguema, disponibilizou 3 milhões de euros para apoio da estadia do antigo Chefe de Estado angolano e igualmente líder emérito, do MPLA.

De recordar que José Eduardo dos Santos, regressou à Luanda, no passado dia 13 de Setembro, transportado numa aeronave Falcon 7X, inicialmente acordada como posta a disposição da Presidência angolana, versão essa, que posteriormente foi negada por colaboradores do antigo Estadista.

Quanto a referida aeronave, segundo os homens chegados ao JES, terá sido fretada com "ajuda de amigos" que acharam que o antigo Presidente não estava em condições de viajar numa companhia aérea comercial, estando este sujeito a escalas e outros transtornos relacionados com a sua viajem.

Segundo fontes do Club-K, o seu regresso para Barcelona, tem sido adiado, assinalando-se por outro lado, pressões a volta do "inner circle" de João Lourenço para que visite e se reconcilie com o homem que deu lhe o poder, antes que José Eduardo dos Santos regresse a Europa.

Entretanto o regime nacional, tem se avolumado por inúmeras manifestações, cujas leituras sugerem que o ex-chefe de estado, que governou Angola por 38 anos, deveria permanecer até ao VIII congresso ordinário que está agendado para Dezembro próximo, a fim de exortar aos seus delegados uma mensagem de reconciliação entre o desentendimento perpetrado no ceio do MPLA, tendo como nomes "marimbondos" e "caranguejos".

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