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Consultora Fitch Solutions prevê queda da Produção de petróleo em Angola até 2030

A consultora Fitch Solutions reviu em baixa a previsão para produção de petróleo em Angola, considerando agora que vai cair sustentadamente até um milhão de barris por dia no final da década devido à falta de investimento e exploração.

Por Isaac Sócrates em 18/10/2021 às 13:17:17
Consultora Fitch Solutions prevê queda da Produção de petróleo em Angola até 2030

Consultora Fitch Solutions prevê queda da Produção de petróleo em Angola até 2030

"O desempenho de Angola para além das metas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEC+) durante este ano e a incapacidade de sustentar uma produção mensal positiva levou-nos a rever a previsão para a produção de petróleo e gás para -4,9% este ano", de 1,32 milhões em 2020 para 1,26 milhões de barris por dia este ano, escrevem os analistas da Fitch Solutions, numa nota com o título 'Angola continua a debater-se para aumentar a produção petrolífera'.

Nesta nota, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas dizem que a falta de investimento e de exploração nos poços petrolíferos nos últimos anos vai fazer descer a produção petrolífera para um milhão de barris em 2030.

Ainda assim, o próximo ano assistirá a uma subida da produção, para 1,31 milhões de barris diários, "mas isto será um aumento de pouca duração, com a produção a retomar a queda estrutural a partir de 2023", acrescentam.

"Uma falta de investimento e atividade de perfuração limitada nos poços atuais nos últimos anos, exacerbada pelo colapso dos preços em 2020, significou que Angola tem-se debatido para aumentar suficientemente a produção em 2021", ano em que a produção esteve nos 1,1 milhões de barris diários, em média, entre janeiro e agosto.

De acordo com DW, a nova previsão da Fitch Solutions, admitem os próprios analistas, "marca uma forte viragem face à estimativa anterior de crescimento de 1% por ano", mas é explicada com a ideia de que os novos projetos que entrariam em funcionamento neste semestre dariam já frutos.

"Houve vários novos projetos a entrar em funcionamento nos últimos meses, aumentando a produção total, mas foram insuficientes para inverter a tendência geral dominante, de queda", argumentam os analistas.

Para além disso, concluem, o país terá também de enfrentar a concorrência de outros países, como a Arábia Saudita e o Irão, nos fornecimentos à China, o que significa que "o aumento da concorrência global, combinada com os constrangimentos na produção doméstica, representam uma batalha constante para o setor petrolífero de Angola esta década".

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