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Cidadãos protestam contra o encerramento de locais de atração turística pelo governo

Vários cidadãos da República do Níger saíram as ruas para protestar contra a decisão do governo de encerrar os locais turísticos que emprega cerca de 50 pessoas por lugar deixando assim várias pessoas desempregadas.

Por Teresa Cabari em 08/10/2021 às 07:06:25
Cidadãos protestam contra o encerramento de locais de atração turística pelo governo

Cidadãos protestam contra o encerramento de locais de atração turística pelo governo

A decisão do governo surgiu após a publicação de um relatórios de inteligência sobre ameaças de ataques terroristas em Niamey, capital do Níger, e arredores. Face a isso, no passado dia 1 do mês em curso, as autoridades regionais decidiram fechar três locais de atracções turísticas, relaxamento e lazer.

Porém, os cidadãos, funcionários desses locais turísticos reagiram contra a decisão do governo e optaram por protestar pelo facto de serem directamente atingidos pelo desemprego e mandados à casa como consequência destes encerramentos.

Entre os locais afectados está o acampamento Eheket Desert Safari Camp, um site localizado em dunas de areia a alguns quilômetros do Rio Níger na margem direita. O acampamento acolhe todos os fins de semana, entre sexta e domingo, cerca de 500 pessoas por dia, gerando emprego directo a 50 pessoas e mais de 100 indirectamente.

Illiassou Seydou, funcionário da Horizon Kanazi, outro local atingido, lamenta a decisão do governo sobretudo por esta ser a única fonte rentável que o mesmo tem para o sustento de sua família, tal como muitos outros funcionários dos três locais afectados.

"Nós estamos entre os clientes que vêm, colocamos nos abrigos, vamos visitar os hipopótamos, visitar as olarias, os morcegos e tudo mais. Pegamos gente assim e ganhamos algum dinheiro, achamos o que comer. Mas agora nos disseram para fechar Kanazi. Estamos mortos". Lamentou Seydou, em declarações ao Africa News.

Além do acampamento Eheket Desert Safari Camp, e o Horizon Kanazi, o resort Kanazi, localizado às margens do rio Níger, também foi fechado. O local é popular entre os trabalhadores expatriados.

Os funcionários das três zonas turísticas lamentam o sucedido e apelam o governo a aumentar a segurança para proteger os que buscam lazer, invés de mandar para casa mais de 100 funcionários que não têm outra fonte de rendimento.

Já os proprietários dos parques de lazer prometeram desafiar a ordem do governador na Justiça com a pretensão de contestar a decisão do governador de Niamey em tribunal porque, segundo eles, apesar da particularidade desses locais e de sua proximidade com Niamey, eles se enquadram na região de Tillabery localizada a oeste da capital.

De lembrar que no passado mês de Agosto deste ano, cerca de oito pessoas em uma excursão turística foram mortas em uma suposta emboscada militante no sudoeste do Níger. Seis trabalhadores humanitários franceses estavam entre as vítimas.

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