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Presidente Da República reconhece escassez de Docentes e Funcionários Administrativos no Ensino Superior

O Presidente João Lourenço reconheceu que, "apesar dos esforços que têm sido empreendidos", ainda é uma realidade a "escassez de docentes e funcionários administrativos" para responderem às necessidades específicas de cada instituição de ensino superior.

Por Diniz Kapapelo em 07/10/2021 às 06:08:57
Presidente Da República reconhece escassez de Docentes e Funcionários Administrativos no Ensino Superior

Presidente Da República reconhece escassez de Docentes e Funcionários Administrativos no Ensino Superior

O Presidente da República discursou esta recentemente na cerimónia de abertura oficial do ano académico 2021/2022, momento em que aproveitou para assumir que "há ainda um grande caminho a percorrer para o aumento do corpo docente e de funcionários administrativos em tempo integral".

O ano académico do subsistema do ensino superior em Angola arrancou oficialmente esta terça-feira e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação "disponibilizou e autorizou" cerca de 145 mil vagas para as instituições do ensino superior públicas e privadas, numa altura que são necessárias 186 mil e 670 vagas para as instituições do ensino superior, públicas e privadas, para o ano académico 2021/2022.

Segundo João Lourenço, nos últimos anos vêm sendo introduzidas importantes reformas no subsistema de ensino superior, "visando um modelo mais consentâneo com o seu desenvolvimento e, consequentemente, uma melhor prestação para" o "país, tendo sido já abolidas as regiões académicas".

O Presidente da República manifestou igualmente, na sua intervenção, o desejo de ver as instituições de ensino superior do país a "realizarem a avaliação obrigatória de desempenho docente, que esteve condicionada aos constrangimentos da covid-19".

Uma acção de formação, para promover a qualificação de 200 gestores académicos, através de um curso de administração universitária com o financiamento da União Europeia, deve ser realizada em breve, anunciou João Lourenço.

Entretanto, João Lourenço defendeu igualmente que o Estado "deve exercer a sua autoridade" para inibir o surgimento de estabelecimentos ilegais ou mesmo "encerrar aqueles que à revelia insistem em leccionar".

De referir que a rede nacional do ensino superior em Angola é composta por 93 instituições, legalmente reconhecidas, sendo 29 públicas e 64 privadas e três novas universidades públicas, "resultantes da reorganização da rede", vão fazer parte deste subsistema de ensino a partir deste ano académico.

O Presidente João Lourenço inaugurou ainda na província do Bié a Universidade Internacional do Cuanza, que tem como promotora a Fundação Universitária Euro Africana de Espanha.


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