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Policia reprime e prende participantes da manifestação realizada pela oposição

A polícia da República Democrática do Congo frustrou na quarta-feira uma manifestação organizada pelos partidos de oposição em Kinshasa, liderada pela coligação Lamuka com o objectivo de apelar por uma comissão eleitoral justa e que todos os partidos tenham uma representação igual de modo a terem eleições transparentes.

Por Teresa Cabari em 16/09/2021 às 09:06:19
 Policia reprime e prende participantes da manifestação realizada pela oposição

Policia reprime e prende participantes da manifestação realizada pela oposição

Porém, esta manifestação foi proibida pelas autoridades congolesas, mas os lideres dos partidos políticos envolvidos, militantes e simpatizantes decidiram sair as ruas mesmos assim para protestar contra a reforma da comissão eleitoral votada pela Assembleia congolesa no passado mês de Junho, o que resultou na reprensão e detenção de algumas pessoas por parte das forças de segurança da RDC.

O líder da coligação politica, Martin Fayulu denunciou recentemente a recente acção do parlamento liderado pelo partido de Tshisekedi para iniciar um novo sistema eleitoral, alertando ainda que isso levará à fraude nas eleições de 2023.

No entanto, os manifestantes afirmaram que tentam apenas evitar fraude nas próximas eleições. Os mesmos defendem a retirada do presidente Tshisekedi que o consideram opressor.

"Estamos exigindo a despolitização do CENI (comissão eleitoral nacional independente) e o consenso em torno das reformas eleitorais. Acreditamos que a Sagrada União (plataforma de forças políticas adquirida por Tshisekedi), que é a atual maioria no poder, queira executar seu plano de conquista eleitoral 2023 ", disse um manifestante.

"É uma pena para este poder que é impulsionado por pessoas que lutaram por muitos anos para ter este estado de direito. É uma pena que possamos receber de Tshisekedi e seus amigos tamanha opressão", disse Adolphe Muzito, membros da oposição.

Por sua vez, o representante das Nações Unidas na RDC, Bintou Keita, espera que a lei fortaleça a despolitização, independência e transparência do processo eleitoral da comissão.

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