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Zap anuncia despedimentos de funcionários

A Zap, uma das operadoras de telecomunicações nacional, anunciou hoje um processo gradual de despedimentos na sequência da suspensão do canal Zap Viva, por parte do governo, ocorrido no passado mês de Abril deste ano.

Por Divânia Nascimento em 14/09/2021 às 10:06:54

Em um comunicado de imprensa a que a Camunda News teve acesso, a Zap informa que tem levado a cabo "as necessárias diligências para a retoma da emissão em território nacional, e que apesar de todos os esforços, volvidos 5 meses, não se abarca um horizonte de resolução.

Sem mencionar quantos postos de trabalho estão em causa, a Zap anuncia no comunicado que se viu forçada a "proceder a várias medidas de otimização de diferentes áreas operacionais", entre as quais consta, os recursos humanos, afetos à Unidade ZAP Estúdios, responsável pela produção de conteúdos de televisão, onde se inclui o ZAP Viva.

"Isto significa dizer que a ZAP dará início a um processo gradual de restruturação e desvinculação de um conjunto de elementos da força laboral, garantindo escrupulosamente todos os direitos dos colaboradores abrangidos na legislação angolana, que se vigora, remete a operadora na mesma nota.

Apesar dos despedimentos, a Zap garante que pretende "minimizar o impacto nas famílias afectadas e que vai "conduzir com dignidade e respeito cada processo de desvinculação implementando um programa de apoio e assistência a cada profissional abrangido.

De recordar que no dia 21 de abril, o governo angolano suspendeu os canais da Record TV África, ZAP Viva e Vida TV, medida que foram justificadas alegando existir "inconformidades legais", deixando também assim pendentes os registos provisórios dos jornais, revistas, páginas web, site de notícias, e estações de rádio sem atividade efetiva nos últimos dois anos, cuja lista nunca foi divulgada.

Quanto a Record TV África, detida pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), por sua vez envolvida em várias polémicas e processos judiciais em Angola, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social informou que a empresa tinha como director executivo um cidadão estrangeiro, bem como jornalistas estrangeiros que não estavam acreditados nem credenciados no Centro de Imprensa Aníbal de Melo.

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos e o Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA-Angola) manifestaram preocupação face a esta decisão, por pôr em causa a pluralidade de informação por esta vir a ser veiculada apenas por canais públicos, controlados pelo estado angolano, e questionaram as leis invocadas para a suspensão.

Fonte: Camunda News

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