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Oficiais da justiça suspendem greve nacional

Os oficiais da justiça de Angola suspenderam a greve prevista para a manhã desta segunda-feira em mais um protesto contra as condições precárias das instalações de justiça, falta de transporte e de seguro de saúde e pela revisão do estatuto remuneratório.

Por Teresa Cabari em 06/09/2021 às 06:53:28

Depois de terem anunciado a greve na passada sexta-feira, a direcção do Sindicato dos Oficiais de Justiça fez chegar ao Conselho Superior da Magistratura Judicial um documento que anuncia a suspensão da greve e da abertura para que possam negociar com os órgãos superiores.

O secretário-geral do referido sindicato, Joaquim Brito Teixeira, em declarações à Rádio Nacional de Angola, confirma a anulação da greve de modo a abrir um diálogo com o Conselho Superior da Magistratura Judicial.

"O SOJA entendeu suspender a entrada em greve no dia 6 para ouvir o que o Conselho Superior da Magistratura Judicial tem a nos oferecer" Disse o oficial

No entanto, o Secretário executivo interino do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Juiz Pedro Siluquessue, afirma que a entidade patronal está interessada em resolver as preocupações dos oficiais da justiça de forma pacífica.

"As matérias constadas naquele caderno são legítimas e porque se afigura necessário a sua resolução, não podemos tapar o sol com a peneira quando a realidade mostra claramente que o quadro não é bom nem se recomenda para um funcionário dos tribunais". afirmou o juiz

De referir que o anúncio da greve surge depois de negociações falhadas a 6 e 9 de Agosto entre o Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola e o Conselho Superior da Magistratura Judicial.

A referida greve tinha como plano, abranger todos os tribunais de primeira instância no país, com o inicio nesta segunda-feira e o termino na sexta-feira, 10, caso não houvesse nenhum acordo antes.

Recorde-se que no ano passado, técnicos da justiça e administrativos da Procuradoria-Geral da República realizaram uma greve geral de 24 a 28 de Agosto para levar o órgão a assumir os compromissos que constam do caderno reivindicativo de 2014, sobretudo no que diz respeito ao regime remuneratório da carreira e as respectivas promoções.

Fonte: Camunda News

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