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Oposição marroquina denuncia uso ilegal dos fundos públicos durante campanha eleitoral

Cerca de Três principais partidos políticos marroquinos na oposição, incluindo os islâmicos à frente do governo e o principal partido da oposição liberal, denunciaram o uso ilegal de dinheiro durante a campanha para as eleições gerais marcadas para 8 de setembro.

Por Teresa Cabari em 03/09/2021 às 12:54:50

O secretário-geral do Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), Abdellatif Ouahbi, em declarações à France Press, acusou o partido Rally Nacional dos Independentes de "inundar" assuntos políticos com dinheiro supostamente ilegal.

Por sua vez, o governante Partido da Justiça e Desenvolvimento (PJD), Abdelilah Benkirane, em um comunicado divulgado nessa quinta-feira, condenou de igual modo "o uso obsceno de fundos para atrair eleitores e alguns supervisores das assembleias de voto", porém, sem citar nomes de algum partido politico.

O PJD, PAM, e o RNI, são considerados como sendo os principais partidos que podem reivindicar a liderança do próximo executivo, que é liderado desde a Primavera Árabe (2011) pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento, partido no poder, peso embora esses islâmicos não controlem os ministérios estratégicos.

O Partido da Autenticidade e Modernidade é o segundo maior partido político do Marrocos, tendo sido fundado por, segundo explica o África News, um influente conselheiro real, Fouad Ali El Himma, em 2008 antes de sua renúncia em 2011 e foi o principal rival do PJD, especialmente durante as últimas eleições legislativas em 2016.

Já o RNI, que faz parte da coalizão governamental, é liderado pelo empresário Aziz Akhannouch, uma das maiores fortunas do reino, ministro da Agricultura desde 2007 e qualificado como próximo ao Palácio Real.

No rescaldo das últimas eleições legislativas, o RNI e o PJD travaram um cabo de guerra. O Sr. Akhannouch se opôs ao chefe do governo indicado, Abdelilah Benkirane, então secretário-geral do PJD, durante negociações malsucedidas para formar a maioria.

Esse impasse mergulhou o Marrocos em uma crise política sem precedentes que durou vários meses.

Benkirane foi então demitido pelo rei Mohammed VI e substituído pelo número dois do PJD, Saad Eddine El Othmani.

Além disso, o secretário-geral do Partido do Progresso e Socialismo (PPS, centro-esquerda), Nabil Benabdellah, também criticou a RNI por "dar somas de dinheiro, à vista de todos, para atrair candidatos de outros partidos", em uma entrevista concedida esta semana a uma mídia local.

De salientar que a campanha eleitoral começou há uma semana. Cerca de trinta partidos estão mobilizados para tentar convencer cerca de 18 milhões de marroquinos a moverem-se para eleger os 395 deputados da Câmara dos Representantes e mais de 31.000 eleitos comunais e regionais.

Fonte: África News

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