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Estudantes angolanos na Rússia denunciam abandono por parte do INAGBE

Os estudantes angolanos na Rússia denunciam abandono por parte do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo e clamam as autoridades nacionais para que os ajudem a regressar ao país tendo em conta que o prazo de estadia e formação já terminou.

Por Teresa Cabari em 24/08/2021 às 09:31:46
Bolseiros angolanos na Rússia denunciam abandono por parte do INAGBE

Bolseiros angolanos na Rússia denunciam abandono por parte do INAGBE

Em um comunicado e pedido de ajuda exclusivo à redacção da Camunda News, o representante dos bolseiros finalistas angolanos na Rússia, Luís Eugénio, explica que muitos deles terminaram as suas formações em Junho e que por este motivo só lhes foi pago os subsídios de Julho, no entanto, por este facto, muito deles foram expulsos dos alojamentos em que se encontravam.

Segundo explica Luís Eugénio, o regulamento Geral de bolsas de estudo do subsistema de ensino superior, actualizado no dia 4 de Março de 2020, através do decreto Presidencial 62/20 CAPÍTULO IV - Direitos e deveres dos Bolseiros, Artigo 58, alínea m), diz que o estudante deve regressar ao país, após o término do período de formação devendo tratar de toda documentação acadêmica no prazo de 2 meses, porém, até o momento o INAGBE nada fez para os mesmos.

"Segundo o INAGBE os estudantes na Rússia terminam a formação em Junho, por isso só nos é pago o subsídio até Julho, embora nem todas as universidades terminam em Junho, mas tudo bem, considerando que terminamos em Junho, estamos no país de formação desde Julho, e Agosto está a terminar! mas até hoje não temos nenhuma informação de quando sairemos daqui!!! Já fomos expulsos dos alojamentos das universidades porque já não somos estudantes das mesmas!" revelou o estudante

Luís Eugénio, diz que ele, bem como outros estudantes encontram-se fora da residência estudantil a mais de 2 meses, pagando um alojamento num preço maior do que pagavam.

"Percebam por favor Camunda News eu por exemplo como o representante dos finalistas estou fora da residência estudantil mais de 2 meses, pagando um alojamento num preço maior do que pagava, muitos estão na mesma situação!"

"Agosto está a terminar e nem sequer sabemos quando sairemos daqui da Rússia, nem o Sector de Apoio aos Estudantes (SAE) nem o INAGBE se pronuncia quanto a isso, o subsídio de Julho que nos foi pago 90% já foi gasto com dívidas e com o pagamento dos alojamentos, estamos a chegar em Setembro todos desesperados sem saber como iremos sobreviver aqui se nem temos como pagar mais o alojamento uma vez que já não temos direito ao Subsídio do mês de Agosto." Acrescentou o representante dos bolseiros, Luís Eugénio

O Bolseiro finalista salientou ainda que o INAGBE tem a capacidade de os tirar da situação em que se encontram, pois, têm visto bolseiros de outros países a regressarem em Angola, algo que tanto almejam tendo em conta a falsa de condições de subsistência em que se encontram.

"Temos visto estudantes de outros países a regressarem como CUBA, mas nós aqui na Rússia nem sequer data de viagem temos, só nós merecemos essa desorganização? Só nós merecemos sofrer assim depois da formação? Muitos já vivemos de dívidas. Não sabemos o que fazer, se chegarmos até Setembro como iremos sobreviver? Como pagaremos os alojamentos se já não temos direito a subsídios?.. Pedimos que façam alguma coisa! Não sabemos mais como sobreviver aqui até Setembro. Tente só imaginar, nem data de viagem temos, isso é sério? estamos todos retidos aqui desesperados!"

Os estudantes apelam de igual modo que as autoridades aumentem o peso da carga no momento da viagem, porque, segundo os mesmos 80 kg é insuficiente para eles devido ao que foram acumulando ao longo destes cinco anos.

"E apelamos também, que aumentem o peso da carga no momento da viagem porque 80 kg é insuficiente, nós estamos aqui há cinco anos outros mais de cinco, portanto apelamos que aumentem pelo menos até 120kg". Concluíram eles, clamando para que a sua situação seja resolvida o mais rápido possível.

"Precisamos por favor que tirem-nos daqui urgentemente".


Entretanto, a redacção da Camunda News tentou contactar o Director do INAGBE, Milton Chivela, mas sem sucessos.

Fonte: Camunda News

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