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Presidente convoca órgãos de soberania para tentar resolver crise pós-eleitoral

O Presidente são-tomense Evaristo Carvalho reuniu-se nesta quinta-feira, 29 de Julho, com os órgãos de soberania para discutir a crise no Tribunal Constitucional na sequência do processo eleitoral em curso.

Por Dinis Capapelo em 30/07/2021 às 06:58:30

O presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, não foi convocado por ser o candidato presidencial que introduziu o recurso para a recontagem dos votos, tendo obtido os votos favoráveis de dois dos cinco juízes, enquanto os demais três votaram contra.

A informação sobre a reunião dos órgãos de soberania foi avançada na quarta-feira, pelo primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, numa declaração em que pediu calma à população depois dos militantes da ADI, o partido que apoia o candidato mais votado Carlos Vila Nova, terem agendado também para esta quinta-feira às 16h e 30 minutos uma manifestação contra a recontagem dos votos.

A ADI acusa a candidatura de Delfim Neves, que ficou em terceiro lugar, de preparar de um "golpe eleitoral" com a colaboração dos juízes Pascoal Daio e Hilário Garrido, que decidiram pela recontagem dos votos.

Os outros três juízes do Tribunal Constitucional, Alice Vera Cruz, Amaro Coutô e Jesuley Lopes, que assinaram outro acórdão em sentido contrário, discutido no plenário do referido tribunal, reuniram-se na quarta-feira com o Presidente da República e propuseram um novo encontro do plenário para tomar uma decisão que possa pôr fim ao impasse no processo eleitoral.

Na reunião convocada pelo Chefe de Estado estiveram presentes o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Manuel Silva Cravid, o Procurador-Geral da República, Kelve Carvalho, e os cinco Juízes que compõem o Tribunal Constitucional.

Dados provisórios da Comissão Eleitoral Nacional indicam que Carlos Vila Nova, apoiado pela ADI, e Guilherme Posser da Costa, apoiado pelo MLSTP/PSD, foram os mais votados e vão disputar a segunda volta marcada para o dia 8 de Agosto.

O Tribunal Constitucional tinha até ontem para confirmar os resultados definitivos, o que não aconteceu.

Fonte: Camunda News

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