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Contas feitas, o Governo vai gastar 342 milhões de dólares em vacinas

As doações de vacinas correspondem a cerca de 20% de um total de 15,8 milhões de angolanas e angolanos elegíveis para serem vacinados, dos 80% restantes serão assegurados pelo Governo, a ministra da Saúde afirmou que as contas estão feitas e que o valor estimado para gastar com vacinas é de 342 milhões de dólares. Quanto à variante delta, registam-se sete casos em Angola, com origem diversa.

Por João Alberto em 19/07/2021 às 10:19:44

Uma maior abertura do país depende essencialmente do número de doses de vacinas que Angola conseguir obter no mercado internacional, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, não arrisca uma data para a imunidade de grupo o que permitiria a abertura efectiva do país. No entanto, Sílvia Lutucuta considera que Angola tem conseguido "o equilíbrio entre a saúde e a economia", recusando a ideia de se abrir hoje para voltar a fechar amanhã.

Na visita que fez ao complexo de vacinação Paz Flor, na companhia do embaixador de Portugal em Luanda, Pedro Pessoa e Costa, Sílvia Lutucuta adiantou que nesta altura o país está só a fazer as segundas doses mas que estão a ser feitas aquisições no mercado internacional para que se possa continuar o programa de vacinação, que neste momento corresponde a uma vacinação generalizada a partir dos 18 anos.

O total de doações previstas para Angola não vai além dos 20% necessários, cabe ao Governo angolano assegurar os 80% restantes da população elegível que, e de acordo com a ministra, é de 15,8 milhões de pessoas, ou seja, o Governo tem de assegurar a vacinação de 9 milhões de pessoas e para isso vai ter de gastar 342 milhões de dólares.

Silvia Lutucuta assinalou a importância de um movimento internacional para uma "maior equidade na distribuição de vacinas", e prefere não falar do "egoísmo" dos países mais ricos.

Quanto à variante delta, que tem estado as provocar a maior das dores de cabeça às autoridades sanitárias dos países do hemisfério Norte, a ministra adiantou que já chegou ao país, há sete casos registados, que estão, nesta altura, em isolamento institucional, quatro vindos da Ásia e dois de Portugal, mas, sem mais detalhes, a ministra adiantou que as origens são diversas. A variante inglesa, a variante alfa, é que mais se disseminou em Angola, segue-se a variante sul-africana, a variante beta, com disseminação comunitária, e por agora, também devido aos cuidados tomados pelas autoridades de Saúde angolanas, a variante delta está relativamente circunscrita.

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