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PGR detém mais de 20 pessoas envolvidos no caso Lussaty

No âmbito "Operação Caranguejo" a Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal, órgão ligado à Procuradoria-Geral da República, deteve nessa segunda-feira na província do Cuando-Cubango mais de 20 pessoas, supostamente envolvidas na "Operação Caranguejo" que tem como figura central o major Petro Lussaty.

Por Isaac Sócrates em 14/07/2021 às 06:20:15
PGR detém mais de 20 pessoas envolvidos no caso Lussaty

PGR detém mais de 20 pessoas envolvidos no caso Lussaty

O porta-voz da Procuradoria-Geral da República, Álvaro João, certificou a detenção dos mais de 20 envolvidos no processo e salientou que depois de serem ouvidos, lhes foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva e durante as detenções, os efectivos da direcção nacional de Investigação e Acção Penal.

Entre os novos detidos está o comandante provincial da Casa de Segurança do Presidente da República, Manuel Correia e também o capitão Atanásio Lucas José, presidente do Cuando-Cubango Futebol Club, equipa da primeira divisão do Girabola.

No entanto, uma fonte próxima da PGR confirmou à Camunda News a detenção dos cidadãos supostamente envolvidos no caso Lussaty, porém, desmente a informação posta a circular em vários órgãos de imprensa nacional sobre as avultadas quantias de dinheiro encontradas supostamente num contentor na província do Cuando-Cubango.

De lembrar que a Procuradoria-Geral da República, anunciou em Maio que foi aberto um processo que envolve oficiais das Forças Armadas Angolanas afectos à Casa de Segurança do Presidente da República, por suspeita dos crimes de peculato, retenção de moeda, associação criminosa e outros onde foram apreendidos valores monetários "em dinheiro sonante, guardados em caixas e malas, na ordem de milhões, em dólares norte-americanos, em euros e em kwanzas, bem como residências e viaturas".

Pedro Lussaty, chefe das finanças da banda musical da Presidência da República, personagem principal terá sido detido na posse de duas malas com dez milhões de dólares e quatro milhões de euros, supostamente a tentar sair do País.

Na sequência do escândalo, o Presidente da República, João Lourenço, demitiu vários militares de topo ligados à sua Casa de Segurança, bem como o seu responsável máximo e ministro de Estado, Pedro Sebastião.

O Banco Nacional de Angola abriu também um inquérito para apurar as circunstâncias em que o dinheiro levantado por um banco comercial foi encontrado na posse dos oficiais ligados à Casa de Segurança.

Fonte: Camunda News

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