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Portugal continua a ser "o porto de abrigo" das fortunas desviadas do país

Apesar da cooperação judicial entre os dois países, em particular depois do caso do ex-vice-Presidente Manuel Vicente, a verdade é que Portugal continua o lugar certo para o dinheiro desviado de Angola, e quem o diz é Mouta Liz, o procurador-geral adjunto da República

Por João Alberto em 05/07/2021 às 06:05:37

O procurador-geral adjunto da República, Mouta Liz, em entrevista à MFM, afirmou que Portugal é um dos principais destinos das fortunas "roubadas" em Angola, apesar de reconhecer os esforços da justiça portuguesa no processo de recuperação de activos angolanos ou interesses angolanos em Portugal - veja o caso recente, e investigado pelos media portugueses, do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que envolve empresas e interesses de familiares do governante angolano.

Na entrevista, o procurador-geral adjunto da República afirmou que Portugal é um dos principais destinos das fortunas "roubadas" em Angola, apesar de reconhecer os esforços da justiça portuguesa no processo de recuperação de activos "escondidos" naquele país. Mouta Liz considera que Portugal é um dos pontos "mais abertos" no estrangeiro e que os angolanos se servem disso para fazer passar somas avultadas.

O magistrado refere que sempre que há operações suspeitas de branqueamento de capitais envolvendo angolanos, Lisboa alerta as autoridades angolanas, e assume que as relações de cooperação com a justiça portuguesa em matéria penal são excelentes.

O procurador-geral adjunto da República afirmou, ainda, que a política de combate à corrupção, levada PGR, tem sido revista e realinhada devido à complexidade do processo.


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