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Novo Aeroporto Internacional de Luanda pode estar pronto em 2022 e continua a depender de financiamento da China

As obras do novo Aeroporto Internacional de Luanda vai ser retomadas e de acordo com Ricardo Viegas de Abreu, o ministro dos Transportes, e já com a certificação, a infraestrutura deve ficar pronto no último trimestre de 2022.

Por João Alberto em 30/06/2021 às 15:20:01

A China voltou a garantir o financiamento para a conclusão das obras no novo Aeroporto Internacional de Luanda no valor de 1,4 mil milhões de dólares. Angola, ao mesmo tempo que negocia a dívida com alguns dos seus parceiros, incluindo a China, vai contraindo mais dívida para uma infraestrutura que se tornou num enorme elefante branco e que tem pesado no Orçamento Geral do Estado do país.

De acordo com o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, desta vez é que é, as obras vão ser retomadas muito em breve ao mesmo tempo que decorrer todo o processo de testagem e certificação internacional do novo aeroporto, o que deve levar entre nove a 12 meses, de acordo com o ministro.

A abertura da nova infraestrutura que pode suportar até 15 milhões de passageiros por ano, deve estar pronto ou próximo disso, no último trimestre de 2022.

Ricardo Viegas de Abreu, que falava ao jornalistas no final da 6.ª sessão ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, garantiu que o novo aeroporto deve estar totalmente no final do próximo ano e admitiu que a pandemia e o processo de renegociação financeira com a China emperrou o processo do novo aeroporto situado no Bom Jesus, no municípios de Viana/Icolo e Bengo.

Num recente artigo do Folha 8, com o título "China continua a facturar" podia ler-se que "a China National Aero-Technology Import & Export Corporation já está presente em Angola, e está actualmente ligada à construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL), tendo sido anteriormente (2017) adquiridos equipamentos militares para a Força Aérea Angolana no valor de 238 milhões de dólares (196 milhões de euros)", ou seja, os interesses chineses tem dominado a criação desta infraestrutura desde o seu início, no tempo do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, e a cargo do CIF (China Internationl Fund) entretanto envolvido em processos judiciais em Angola.

Recorde-se que a obra foi iniciada em 2007 para estar pronta em 2017 e ao que tudo indica será em 2022 o ano da sua conclusão.

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