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PGR proíbe 24 militares ligados à Casa de Segurança do Presidente da República de saírem do país

O major Pedro Lussati e outros 23 militares afectos à Casa de Segurança do Presidente da República e ao mais recente escândalo de corrupção no país, estão proibidos de sair do país. A PGR dá indicação que há uma investigação em curso.

Por Administrador em 11/06/2021 às 11:19:37
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Entre os 24 nomes, que constam da interdição de saída enviada a todos os órgãos provinciais do Serviço de Migração e Fronteiras (SME), incluem-se ainda um tenente general das Forças Armadas, Luís Simão Ernesto, todos constituídos arguidos no âmbito do processo-crime 39/2021, conhecido como "Operação Caranguejo".

A PGR anunciou no dia 24 de Maio que foi aberto um processo que envolve oficiais das Forças Armadas Angolanas afetos à Casa de Segurança do Presidente da República, por suspeita do cometimento dos crimes de peculato, retenção de moeda, associação criminosa e outros.

A nota da PGR frisava que no âmbito do referido processo foram apreendidos valores monetários "em dinheiro sonante, guardados em caixas e malas, na ordem de milhões, em dólares norte-americanos, em euros e em kwanzas, bem como residências e viaturas".

O chefe das finanças da banda musical da Presidência da República, major Pedro Lussati, terá sido detido em posse de duas malas com dez milhões de dólares e quatro milhões de euros, supostamente a tentar sair do país.

Na sequência da investigação, o Presidente da Republica exonerou sete oficiais da sua Casa de Segurança e demitiu o responsável máximo e ministro de Estado, Pedro Sebastião.

Fonte: Lusa

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