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General Francisco Furtado promete novo cadastramento dos efectivos dos órgãos de Segurança e Defesa

O novo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, aceitou o repto do Presidente da República, e promete que vai realizar "um trabalho profundo de cadastramento físico de todos os efectivos dos órgãos" de Defesa e Segurança.

Por João Alberto em 01/06/2021 às 11:01:32

Em declarações aos jornalistas, logo após ter sido empossado pelo Presidente João Lourenço, o novo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança da Presidência, disse que e "em primeiro lugar é uma grande responsabilidade que tenho pela frente " e que de acordo com as instruções que recebeu do Presidente da República, no sentido "do que devo fazer relativamente a adequação das estruturas da própria casa de segurança" garantiu que irá realizar um "trabalho profundo de cadastramento físico de todos os efectivos dos órgãos de Segurança de Defesa Nacional", de forma a que estas forças de ordem e segurança, recuperada a sua dignidade, possam "estar adequadas a realidade daquilo que o país precisa e, acima de tudo, a moralização da sociedade castrense e os órgãos de segurança para que sejam vistos pela sociedade no âmbito daquilo que são os seus deveres e obrigações funcionais", afirmou o recém empossado ministro de Estado.

Em seguida, falou das dificuldades que terá de enfrentar, "sabem que este é um trabalho longo e temos pouco tempo para executa-lo do ponto de vista da adequação" por isso "vamos começar imediatamente a trabalhar, mãos à obra, e para frente queremos mostrar resultados".

O general Francisco Furtado, acrescentou que tem "vivência nesta área e penso que com a ajuda dos meus colaboradores nos diferentes órgãos de segurança e defesa nacional, podemos realizar este trabalho com a profundidade e a dimensão que se pretende".

O Presidente da República exonerou Pedro Sebastião do cargo de ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República. O general Pedro Sebastião viu-se envolvido num escândalo de desvio de fundos, que data dos tempos do anterior chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, utilizava um "saco azul" da Presidência que permitia a funcionários levantarem do cofre do banco central de Angola avultadas quantias em moeda nacional e divisas, escreve a edição online do Expresso.

O Presidente exonerou na semana passada sete membros da equipa da Casa de Segurança da Presidência e mandou instaurar um processo-crime aos suspeitos de peculato, retenção de dinheiro e associação criminosa, mas, e ainda de acordo com o semanário português, e numa primeira opção, Pedro Sebastião manteve-se em funções, apesar de fonte dos Serviços de Investigação Criminal ter dito ao Expresso existirem "fortes indícios de que o chefe máximo da instituição soube do esquema e ter-lhe-á dado continuidade".

Mas a situação tornou-se, contudo, insustentável para o ex-ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança. Camunda News sabe que o general Pedro Sebastião, e perante o inevitável, entregou, na segunda-feira logo de manhã, a sua carta de demissão ao Presidente da República, que foi aceite.

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