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Presidente da UNITA apela governo a ceder apartamentos vazios às vítimas das chuvas

O presidente da UNITA apelou hoje (21.04) o Governo a ceder apartamentos que se encontram vazios em diferentes centralidades e noutras zonas habitacionais às famílias vítimas das enxurradas que se abateu sobre Luanda na segunda-feira última.

Por António Zacarias em 21/04/2021 às 13:57:38
Presidente da UNITA apela governo a ceder apartamentos vazios às vítimas das chuvas

Presidente da UNITA apela governo a ceder apartamentos vazios às vítimas das chuvas

Além das famílias directamente afectadas pelas chuvas, a sugestão de Adalberto Costa Júnior relativa à cedência de apartamentos é extensiva às famílias que vivam em zonas de risco, mesmo que não tenham ainda experimentado a dor das outras.

O presidente do maior partido na oposição fez estes apelos no fim de sua visita às famílias que perderam ente queridos por conta das chuvas, bem como àquelas que viram suas casas desabar por força das águas.

No entanto, Adalberto Costa Júnio não defende uma cedência dos apartamentos vazios em centralidades de forma gratuita, em que os beneficiários não paguem nada, sugere uma cedência com base em negociação facilitada, tendo em conta a capacidade das famílias.

Recorde-se que as enxurradas dessa segunda-feira, dia 19, causaram a morte de 14 pessoas, segundo o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Minguéis, sendo cinco no município de Luanda, três no Cazenga, dois mortos em Cacuaco, e igual número em Viana e Kilamba Kiaxi. Entre as vítimas mortais destacam-se uma criança que foi arrastada pelas águas, e da progenitora desta, que também acabou arrastada quando tentava salvar a pequena.

Além das mortes, as enxurradas também fizeram vários danos materiais, como inundações em pouco mais de 1.600 residências, além do desabamento de 16 casas.

AADIC também apelou a redução dos preços dos apartamentos em 2018

De referir que o presidente da UNITA não o único que entende que os preços de venda de alguns apartamentos devem ser revistos para adequar-se ao bolso do cidadão.

Em 2018, por exemplo, A AADIC - Associação Angolana dos Direitos do Consumidor considerou que os preços praticados na venda dos apartamentos nas centralidades eram socioeconomicamente discriminatórios, dado que na perspectivida da associação, excluem quem aufere um salário mínimo nacional que não ultrapassa os 22 mil kwanzas.

Para a AADIC, nalguns projectos habitacionais devia-se conceber apartamentos em que o pagamento do contrato promessa fosse de 20% do actual salário base.

Fonte: CamundaNews

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