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General Furtado considera ser importante "solucionar" situação de Cabinda

O ex-chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, Francisco Pereira Furtado, considerou, nessa quarta-feira, 31, estável a situação político-militar do país, mas advertiu ser necessário "solucionar um pequeno detalhe da província de Cabinda"

Por Horácio Bapolo em 01/04/2021 às 06:24:09
General Francisco Furtado

General Francisco Furtado

Francisco Pereira Furtado fez este coment√°rio quando dissertava sobre o tema "A Paz como Factor Imperativo para a Estabilidade e Desenvolvimento de Angola", na abertura das jornadas patrióticas alusivas ao 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconcilia√ß√£o Nacional, promovida pelo Estado-Maior General das For√ßas Armadas Angolanas.

O general referiu ainda que "a situa√ß√£o político-militar do país é est√°vel, o país est√° em paz, independentemente da necessidade de solucionar um pequeno detalhe da província de Cabinda. O país est√° pacificado e é esta paz que os militares t√™m que preservar, manter a estabilidade, com vista a garantirmos uma efectiva reconcilia√ß√£o nacional", disse Francisco Pereira Furtado, citado pela Lusa.

Segundo o oficial das For√ßas Armadas Angolanas, existem mecanismos para a situa√ß√£o actual da província de Cabinda, salientando que "o Governo est√° empenhado" no assunto.

Destacou ainda que da mesma forma que Angola negociou os processos de paz anteriores deve negociar com a ala da Frente de Liberta√ß√£o do Estado de Cabinda, conhecida como FLEC, porque é mais uma ala. "Pelo que eu conhe√ßo a FLEC desde o seu surgimento, em 1975, no seu seio j√° surgiram mais de seis alas", disse Furtado, sublinhando ser preciso "levar esta ala que ainda reivindica de uma forma n√£o correcta, com alguma viol√™ncia, a compreender que o país n√£o pode continuar nesta senda de conflitos".

Questionado se a escolha da província de Cabinda como palco central das comemora√ß√Ķes dos 19 anos de paz de Angola ser√° um sinal de aproxima√ß√£o, Francisco Pereira Furtado disse julgar que "tem mesmo a ver" com isso, frisando que h√° necessidade de em Cabinda ter-se o mesmo sentimento e a mesma vis√£o estratégica do país inteiro".

Na sua disserta√ß√£o, Francisco Pereira Furtado admitiu que "devido a algumas situa√ß√Ķes n√£o muito boas", que n√£o precisou, "o processo de implementa√ß√£o do Estatuto Especial para a província de Cabinda n√£o teve o seu desenvolvimento como desejado e ter√° que ser restabelecido de formas a que se observe aquilo a que foi acordado".

Francisco Pereira Furtado, numa incurs√£o histórica sobre a situa√ß√£o de Cabinda, disse que as negocia√ß√Ķes entre o Governo e o Fórum Cabind√™s para o di√°logo para o alcance da paz naquele território petrolífero no norte do país tiveram início em 2005.

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