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Estados Unidos juntam-se à União Europeia nas sanções à Rússia

A administração Biden divulgou que os serviços de inteligência russos, em concreto uma das suas agências, a FSB, foi a responsável pelo envenenamento de Aleksei Navalny e anunciou as primeiras sanções ao país, juntando-se assim ao Reino Unido e aos países da União Europeia, sendo que as sanções têm mais o tom de ralhete, provavelmente inconsequente, do que de ruptura com o regime de Putin.

Por Administrador em 02/03/2021 às 14:42:06

Ninguém, nem mesmo os russos, duvidavam que Aleksei Navalny foi envenenado pelos serviços de inteligência do país, apesar do sonso discurso oficial. Agora os Estados Unidos, confirmam que os seus serviços de inteligência sabem que foi a FSB (Serviço de Segurança Federal) da Rússia, uma das principais agências de inteligência, a arquitectar o envenenamento de Aleksei A. Navalny – actualmente detido numa colónia penal nos arredores de Moscovo -, e anunciou as primeiras sanções contra o governo russo pelo ataque e prisão do político da oposição.

Navalny foi vítima de um ataque com Novichok, um gás nervoso que a Rússia tem usado contra dissidentes, e são vários os que já morreram envenenados.

E são as primeiras sanções que a administração Biden desde que o novo Presidente chegou ao poder, há cinco semanas. Embora a maioria dos presidentes anteriores tenha assumido o cargo afirmando que procurariam ao restabelecimento das relações com a Rússia, Biden fez o oposto – sendo que também não defende o corte de relações, até porque há um acordo de armamento a ser preservado - e alertando que Putin está levar o país de volta a uma era de autoritarismo, comprometendo os direitos humanos e com iniciativas que promovem a instabilidade na Europa.

Em 2018, o governo Trump anunciou sanções contra a Rússia pelo uso de um agente nervoso contra um ex-agente duplo russo que vivia na Grã-Bretanha, Sergei Skripal, e sua filha Yulia, e expulsou dezenas de diplomatas russos. Mas não disso demoveu Moscovo. Quando foi necessário, o mesmo método foi usado para atacar o mais proeminente opositor de Putin, e Navalny só escapou por um milagre de uma série de circunstâncias não previstas pelos serviços secretos russos.

Os funcionários da Casa Branca devem anunciar as sanções ainda hoje e o Departamento do Tesouro publicará uma lista com os nomes russos que estão sob sanções.

Mas os norte-americanos tem outros casos igualmente sérios para tratar com os russos, nomeadamente o ataque cibernético à SolarWinds – hackers russos invadiram nove agências governamentais e mais de 100 empresas, roubando dados e plantando "portas dos fundos" em suas redes de computadores.

A União Europeia decidiu no início desta semana a imposição de sanções a quatro altos funcionários russos considerados responsáveis ??pela acusação e prisão de Navalny. As sanções europeias são, essencialmente, a proibição de viagens e o congelamento de activos, e abrangem quatro indivíduos: dois promotores públicos, o chefe da guarda nacional da Rússia e o chefe do serviço penitenciário da Rússia.

São Igor Krasnov, que se tornou o procurador-geral da Rússia há um ano; Aleksandr I. Bastrykin, cujo Comité de Investigação dirige as investigações de crimes graves e que reporta directamente ao presidente Vladimir Putin; Viktor V. Zolotov, chefe da Guarda Nacional da Rússia e ex-guarda-costas de Putin, que ameaçou Navalny em Setembro de 2018; e Aleksandr Kalashnikov, chefe do serviço penitenciário federal.

Fonte: The New York Times

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