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Activistas em Cabinda libertados por excesso de pris√£o preventiva

Os três activistas foram detidos em Junho, porque alegadamente distribuíam panfletos, estiveram oito meses presos, libertados agora por imperativo legal. Ainda não há data para o julgamento.

Por Administrador em 22/02/2021 às 07:01:33

Os membros da Uni√£o dos Cabindenses para a Independ√™ncia (UCI) Maurício Gimbi, presidente, André Bônzela e Jo√£o Mampuela foram libertados na sexta-feira, 19, depois de terem passado quase oito meses em pris√£o preventiva, escreve a Voz da América.

Os activistas foram detidos entre 28 e 30 de Junho de 2020, acusados dos crimes de rebelião, ultraje ao Estado e associação criminosa.

Na sexta-feira, um juiz decidiu colocá-los em liberdade, sob o Termo de Identidade e Residência, por excesso de prisão preventiva.

A pronúncia descreve que no dia 28 de junho Maurício Gimbe e André Bônzela foram encontrados a colar panfletos A4, com os dizeres: "Abaixa as Armas", "Abaixo a Guerra em Cabinda", "Cabinda n√£o é Angola", "Queremos Di√°logo", "Viva Liberdade", "Viva o Povo de Cabinda".

Na altura da pris√£o de ambos, o advogado de defesa Bula Tempo afirmou à VOA que foram detidos, na rua, alegadamente, por terem colado panfletos com dizeres que apelavam para o fim da guerra em Cabinda, a necessidade do di√°logo e a separa√ß√£o do enclave do território angolano.

"Eles n√£o foram presos em flagrante delito, o que é ilegal", reiterou o advogado, lembrando que a pris√£o est√° assente "em fatos que atentam contra a liberdade de opini√£o".

Na sua p√°gina no Facebook, no s√°bado, Maurício Gimbi, líder da UCI, escreveu que "por causa da justa causa do povo de Cabinda, eu seria dado como desaparecido no dia 28 de Junho de 2020 se o rapto arquitectado por alguns malfeitores contra a minha integridade física desse certo".

"O plano era raptar-me, maltratar-me, tirar a minha vida e fazer desaparecer o meu cadáver sem deixar nenhum rasto para que o povo de Cabinda não se apercebesse e não se revoltasse", acrescenta, dizendo que "as mesmas pessoas que me fariam desaparecer seriam os mesmos responsáveis pela mesma manipulação".

O activista ainda agradeceu a todos "aqueles que directa e indirectamente influenciaram o nosso sustento alimentar e assist√™ncia médica enquanto presos, e sobretudo aos que contribuíram para a nossa soltura imediata através do activismo social, dos direitos humanos e políticos".

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