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Grupo Africell vai ser a quarta operadora de telecomunicações em Angola

De acordo com notícias divulgadas pela empresa, a Africell poderá começar a fornecer os seus serviços no país, ainda este ano.

Por Administrador em 03/02/2021 às 09:21:05

O Grupo Africell, em comunicado, referiu que a empresa pretende investir "várias centenas de milhões de dólares" em infraestruturas e serviços durante a primeira fase do projecto e estima, que nos próximos cinco anos, sejam criados 6.500 postos de trabalho, no que abrange ainda a subcontratar empresas locais para as obras em diversas infra-estruturas e assim contribuir para o aumento dos empregos indirectos.

A formalização do acordo com o Ministério das Telecomunicações de Angola, o Ministério das Finanças de Angola e o regulador das telecomunicações angolano INACOM aconteceu cerca de seis meses depois de a Africell ter vencido o concurso público para uma quarta licença de telecomunicações, no qual foi a única candidata.

"Angola é um dos destinos de investimento mais atractivos na África subsaariana e um líder africano, por isso vemos este como o próximo passo lógico para a Africell à medida que continuamos a expandir a nossa rede e a aprofundar a nossa pegada em todo o continente", afirmou o fundador e presidente executivo e do Africell Group, Ziad Dalloul, em comunicado.

O empreendedor norte-americano manifestou empenho em "trabalhar com o Governo angolano para transformar o mercado angolano de telecomunicações através de preços mais baixos e acessibilidade".

Angola é o quinto mercado onde o Grupo Africell vai ter operações, juntando-se ao Uganda, Serra Leoa, Gâmbia e República Democrática do Congo, onde já tem uma base de 12 milhões de clientes.

O Presidente do Conselho de Administração do INACOM, Pascoal Fernandes, afirmou estar satisfeito por a Africell ter escolhido Angola para se expandir e espera que contribua para o "desenvolvimento do mercado, criando assim condições para que os utilizadores dos serviços possam usufruir de serviços de melhor qualidade."

Com origens no Líbano, o grupo está desde 2020 registado em Jersey, ilha do Canal da Mancha, e tem escritórios em Londres.

O capital é detido por Ziad Dalloul e um accionista francês não identificado, tendo nos últimos anos angariado 370 milhões de dólares de entidades como a agência de investimento norte-americana US International Development Finance Corporation (USIDFC), antes denominada Overseas Private Investment Corporation (OPIC), dos fundos Gemcorp e Helios Investment Partners e da International Financial Corporation, que faz parte do Banco Mundial.

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