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Twitter combate a desinformação com Birdwatch

Uma nova ferramenta que luta conta a desinformação foi lançada no início desta semana pelo Twitter, duas semanas depois de ter banido o ex-Presidente dos Estados Unidos da rede social criada em 2006 por Jack Dorsey.

Por Administrador em 26/01/2021 às 06:23:51

O Twitter lançou segunda-feira uma nova ferramenta de luta contra a desinformação que recorre diretamente à colaboração dos próprios utilizadores.

A nova ferramenta "Birdwatch" (observador de pássaros) permite a um conjunto de voluntários nos Estados Unidos assinalar mensagens e escrever notas de contexto que serão visíveis, inicialmente, apenas numa plataforma separada.

"O nosso objectivo é tornar essas notas visíveis logo abaixo dos "tweets" para o público mundial do Twitter quando houver um consenso generalizado entre uma grande e diversificada base de colaboradores", explicou, em comunicado, o vice-presidente do Twitter, Keith Coleman.

Segundo um inquérito preliminar realizado pela rede social, "os utilizadores gostam que as notas sejam provenientes da comunidade (mais do que da autoridade central do Twitter) e que forneçam um contexto para ajudá-los a compreender um "tweet", em vez de se concentrar em etiquetas como "verdadeiro" ou "falso", acrescentou o responsável.

A empresa, com sede em São Francisco, deu recentemente um dos passos mais radicais e controversos da sua história, ao suspender o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por incitar à violência durante os tumultos no Capitólio, em 6 de Janeiro.

Na semana passada, o dono e fundador do Twitter, Jack Dorsey, expressou a sua preocupação sobre o tema e considerou, numa reflexão individual, que a decisão foi "boa", mas constituiu "um falhanço" da parte da rede social em "promover uma conversação saudável".

"Isto abre um precedente que considero perigoso: o poder que um indivíduo ou uma empresa têm sobre uma parte da discussão pública global", admitiu Dorsey.

A rede social Twitter era a principal ferramenta de comunicação de Donald Trump, que a utilizava para falar diariamente com os seus 88 milhões de seguidores.

O ex-presidente foi também suspenso do Facebook, Snapchat e Twitch, entre outras, dando origem a reacções indignadas de chefes de Estado ou organizações não governamentais, preocupados com o poder acumulado pelas redes sociais no que diz respeito à liberdade de expressão.

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