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O número de refugiados duplicou numa semana

Mais uma crise humanitária num país africano, agora na República Centro-Africana (RCA), onde, e segundo o ACNUR, o número de refugiados passou para o dobro só numa semana e são agora 60 mil pessoas que fogem à violência no país, que se acentuou no período eleitoral e de lá para cá tem vindo em escalada.

Por Administrador em 15/01/2021 às 09:48:33

O número de pessoas que fugiram da violência na República Centro-Africana desde Dezembro "duplicou numa semana", atingindo as 60.000, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em Genebra

Só a 13 de Janeiro, 10.000 pessoas atravessaram o rio Ubangi para procurar refúgio na República Democrática do Congo (RDC), disse o porta-voz do ACNUR, Boris Sheshirkov, aos jornalistas.

O ACNUR "apela à cessação imediata de toda a violência na República Centro-Africana" e "ao regresso imediato de todas as partes a um diálogo significativo e ao progresso rumo à paz", disse o porta-voz.

A agência das Nações Unidas também disse que existem informações sobre abusos cometidos por grupos armados, incluindo violência sexual, ataques aos eleitores e saques.

A esmagadora maioria dos refugiados foi para a RDC (50.000 pessoas), mas também existe o registo de fugas para a República do Congo, Chade e Camarões.

De acordo com a Comissão dos Movimentos Populacionais, as organizações internacionais estima que 58.000 pessoas estejam deslocadas dentro da própria República Centro-Africana.

O ACNUR procurava já para este ano 151,5 milhões de dólares para responder à situação no país e tudo indica que se verifique "uma lacuna de financiamento significativa", salientou o porta-voz, apelando à "comunidade internacional para intensificar urgentemente o apoio à resposta humanitária, de modo a poder prestar mais assistência às pessoas necessitadas em áreas remotas".

A 19 de Dezembro, oito dias antes das eleições presidenciais e legislativas, uma coligação de seis dos mais poderosos grupos armados que controlam dois terços da República Centro-Africana desde o início da guerra civil em 2013, anunciou uma ofensiva para impedir a reeleição de Faustin Archange Touadéra, declarado vencedor a 4 de Janeiro, após uma votação fortemente contestada pela oposição.

Fonte: LUSA

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