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Mota-Engil deverá ficar com os 20% que a Sonangol detém na construtora angolana

Numa altura em que o grupo parece apostar fortemente em África, o grupo português, que detém 51% da Mota-Engil Angola já mostrou interesse em ficar com as acções que a Sonangol.

Por Administrador em 14/01/2021 às 10:19:33

A Mota-Engil deverá comprar os 20% da Mota-Engil Angola detidos pela Sonangol, tendo manifestado já aos analistas estar disponível para avaliar esse processo de venda autorizado em Dezembro passado por decreto presidencial, escreve o Jornal de Negócios. O grupo português, que detém atualmente 51% da Mota-Engil Angola, é considerado o "comprador natural" dessa participação. O negócio deverá ter lugar ainda este ano.,

Foi em 2010 que o grupo hoje liderado por Gonçalo Moura Martins constituiu a Mota-Engil Angola, na qual ficou com 51%, cabendo à petrolífera estatal angolana, Sonangol, 20%, ao Banco Privado Atlântico (BPA) 11% e aos seus principais accionistas, a Finicapital e a Globalpactum, 9% a cada um.

Na altura, o grupo português integrou naquela sociedade a maioria dos seus activos da fileira da construção, tendo os bens transferidos sido avaliados em 325 milhões de dólares, valores à época. A Mota-Engil encaixou na altura mais de 160 milhões de dólares pelos 49% que alienou.

Agora, segundo analistas, deverá reforçar a posição na Mota-Engil Angola para 71%, até porque a participação minoritária que vai ser vendida não será apetecível para outros potenciais compradores. Mas nada disto se confirma pela empresa portuguesa.

A Sonangol recebeu no mês passado autorização do Presidente João Lourenço para vender as participações na Mota-Engil Angola e na empresa de distribuição de combustíveis Sonangalp, na qual detém 51% enquanto a Galp possui 49%. Segundo noticiou então a Bloomberg, as vendas deveriam ser feitas através de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de acções. Algo que, segundo as mesmas fontes do mercado, pode acabar por não acontecer no caso da construtora de direito angolano, em que poderá vir a ter lugar uma negociação.

Entretanto, a Mota-Engil assinou o seu maior contrato de sempre, no valor 1,82 mil milhões de dólares, para a construção de uma infra-estrutura ferroviária na Nigéria, segundo comunicado enviado ao mercado pela empresa.

Na nota, publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a construtora adiantou que "a sua subsidiária para a região de África assinou um contrato conducente à execução do projeto, à construção e ao financiamento de uma infra-estrutura ferroviária na República Federal da Nigéria e na República do Níger".


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