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Promotores das manifestações descartam possibilidade de reunir com PR

Os promotores da manifestação do dia 24 de Outubro e a do dia 11 deste mês descartam qualquer possibilidade de se reunirem com o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.

Por Fábio Caldeira em 20/11/2020 às 13:34:18
Promotores de manifestações descartam diálogo com João Lourenço

Promotores de manifestações descartam diálogo com João Lourenço

A posição surge em reacção às informações postas a circular segundo quais o Presidente da República deverá manter contacto, amanhã, com os jovens que têm realizado manifestações.

Falando à CamundaNews, Dito Dalí, um dos organizadores da manifestação do dia 24 de Outubro, bem como a de 11 de Novembro, destacou não ter sido contactado para o efeito, tendo acrescentado não ser do interesse dos organizadores das duas últimas manifestações estar com o Presidente da República.

Dito Dalí, que chegou a ser condenado em 2016, acusado de tentativa de golpe de Estado, num processo que ficou conhecido como os 15+2, justificou o desinteresse em sentar-se à mesma mesa com o Presidente da República, com o alegado facto de que as audiências com o chefe de Estado nada têm resolvido. Para Dito Dalí, o mais importante é que o presidente resolva o problema das populações e não o diálogo permanente, que do ponto de vista prático nada resolve.

"Não recebemos nenhum convite por parte da Presidência da República. Mas também manifestamos o nosso desinteresse em irmos ter com o Presidente da República, porque não é o primeiro possível encontro que o presidente vai tendo com a juventude. Ele (PR) já teve encontros com a sociedade civil, e foi aconselhado, deram-lhe algumas sugestões, mas até hoje não conseguiu implementar", disse Dito Dalí, tendo sublinhado que as "exigências" dos jovens manifestantes são públicas.

"Se o presidente quiser realmente atender as nossas exigências é só pegar nesses manifestos e resolver os nossos problemas, não é nos convida que vai resolver as coisas", realçou.

Laura Macedo, uma das organizadoras da manifestação agendada para amanhã, dia 21, também diz não ter recebido nenhum convite por parte da Presidência da República, e reitera o apelo para que as pessoas juntem-se ao Primeiro de Maio, amanhã, para a manifestação.

"Em minha casa não chegou nenhum convite, se tivesse chegado já me teriam avisado. Nada diz que a manifestação de amanhã não sairá, nós enviamos a carta ao GPL há 28 de Setembro, e o Governo da Província não nos respondeu, e já vamos há mais de um mês e meio, entretanto, deviam ter dito alguma coisa. Ao não nos terem dito nada, leva-nos em crer que o Governo da Província de Luanda está de acordo com a nossa luta contra a corrupção", precisou Laura Macedo.

De recordar que nos últimos meses o país tem registado vários protestos de rua, realizados pela sociedade civil, que se manifesta contra o elevado custo de vida, bem como a realização das autarquias para o próximo ano, além de exigirem a exoneração do director de Gabinete de Presidente da República, Edeltrudes Costa.

Entretanto, os referidos protestos têm sido manchete internacional, por causa da má actuação dos órgãos de defesa e segurança.

Fonte: Camunda News

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