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RIL recuam 40% se comparado com o montante deixado pelo Governo de JES

Anterior Governo deixou cerca de 15,3 mil milhões de dólares em Reservas Internacionais Líquidas, passados três anos, as reservas estão fixadas em 9,1 mil milhões de dólares.

Por Antunes Zongo em 18/11/2020 às 08:09:40
RIL recuam 40% em comparação a 2017

RIL recuam 40% em comparação a 2017

As Reservas Internacionais Líquidas registam, de acordo com o jornal Valor Económico, uma redução de 21,6% ao passarem de 11,7 mil milhões de dólares, no início do ano, para 9,1 mil milhões de dólares até o dia 30 de Outubro. Mas se comparado o montante existente com o que havia em reserva a 30 de Outubro de 2017, último ano de governação de José Eduardo dos Santos, o recuo acentua-se para cerca de 40%, dado que o anterior Governo deixou um saldo de 15,3 mil milhões de dólares.

O presente Executivo não só não explica as razões destes recuos como também se vê com dificuldades em melhorar a performance das reservas. De acordo com dois especialistas em matéria económica do Ministério das Finanças que falaram sob anonimato à CamundaNews, a solução passaria por se investir fortemente na indústria petroquímica, que serviria para a produção de refinado como a gasolina e o gasóleo, além de fertilizantes, plásticos e outros produtos.

Na verdade, o sector petroquímico já tem beneficiado de incrementos do Governo, sobretudo o subsector da refinação de derivados, a título de exemplo, são as obras de apetrechamentos da refinaria de Luanda, e a aprovação para a construção da refinaria de Cabinda, mas para os economistas citados, estes investimentos não bastam, dado que a petroquímica não se resume à produção e refinação petrolífera.

Angola: João Lourenço dá sinais de encorajar regresso de Eduardo dos Santos? | Angola | DW | 21.02.2020

De recordar que a situação financeira das Reservas Internacionais Líquidas chegou a causar 'crispação' aberta entre o actual Presidente da República, João Lourenço, e o seu antecessor, José Eduardo dos Santos.

No final de 2018, o presidente João Lourenço disse ter encontrado os "cofres vazios", e que, obviamente, a situação dificultava a actuação de seu Executivo. Em reacção, José Eduardo dos Santos que normalmente prefere manter-se em silêncio em relação às acusações que são feitas sobre o exercício de seu governo, convocou a imprensa para clarificar que o Executivo liderado por si, deixou cerca de 15 mil milhões de dólares em Reservas Internacionais Líquidas, e que se os cofres estavam vazios, só o governador do Banco Nacional de Angola saberia explicar.

O assunto, entretanto, gastou 'tinta' na imprensa nacional e internacional, dado que, na perspectiva de diferentes observadores, a argumentação de João Lourenço terá "ferido profundamente" o seu antecessor, que nem mesmo as acusações de líder dos corruptos, bem como a prisão de um dos filhos o levou a convocar a imprensa para responder...

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