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Banca portuguesa quer sair da banca angolana

O que foi uma oportunidade de negócio é visto por estes dias como participação dispensável.

Por Administrador em 17/11/2020 às 09:53:11
Bancos portugueses querem deixar Angola

Bancos portugueses querem deixar Angola

O Montepio quer vender a sua posição no Finibanco Angola, no caso maioritária com 51% e o Novo Banco também quer passar a posição de 9,72% que tem no Banco Económico, entidade criada a partir da dissolução do BESA (Banco Espírito Santos Angola), que acorreu em 2014.

Mas há mais. De acordo com a notícia do Jornal de Negócios, o CaixaBank também quer alienar a posição que detém no BFA (Banco Fomento Angola) – onde detém 48,1%, os restantes 51,9% pertencentes a Isabel dos Santos estão arrestados à ordem do Tribunal Provincial de Luanda, num processo que pode demorar anos, inviabilizando, pelo menos para já, grandes decisões - e há que aguardar para perceber qual será o relacionamento futuro entre o Millennium BCP e o Millennium Atlântico onde o primeiro controla 22,52% do capital do segundo - que reflecte efeitos da crise e que regista, no primeiro semestre de 2020, uma contribuição negativa para as contas do BCP de 10,3 milhões de euros.

E esse relacionamento futuro passa muito pelo que tiverem a dizer no BCP a Sonagol, com 19,49%, e a Fosun, com 29,01%, das acções e, por isso, accionistas de referência. E tudo isto é ainda mais relevante porque se trata de dois dos cinco maiores bancos angolanos, com uma quota de mercado de 70%, sendo que os 30% restantes se repartem pelos restantes 20 bancos do país – num sector onde há muito se fala em fusões.

Devido a esta proliferação de pequenos bancos, José Lima Massano, governador do Banco Nacional de Angola, admite que no curto prazo se realizem operações de fusão.

Caminhando em sentido contrário está a participação que a CGD (Caixa Geral de Depósitos) detém no Caixa Angola, banco em que possui uma participação maioritária de 51%, e onde a Sonangol tem 25% de que poderá desfazer-se, no entanto, o banco do Estado português deve permanecer em Angola.

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