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Adão de Almeida disse aos empres√°rios franceses que Angola √© um pa√≠s est√°vel onde vale a pena investir

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da Rep√ļblica, na sua intervenção no F√≥rum Econ√≥mico Angola-França reconheceu que os investimentos franceses estão ainda muito voltados para a ind√ļstria petrol√≠fera, mas h√° um mar de novas oportunidades nos mais variados sectores, numa altura em que o volume de neg√≥cios entre os dois pa√≠ses ascende a 4 mil milhões de d√≥lares.

Por CSP em 03/03/2023 às 13:40:57
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O volume de negócios entre Angola e França ascendeu a cerca de 4 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros) no período 2020-2022, sendo 2,9 mil milhões de dólares em exportações angolanas para o país europeu.

A informação foi transmitida, esta sexta-feira, pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente João Lourenço, Adão de Almeida, na cerimónia de encerramento do Fórum Económico Angola - França, em que convidou os empres√°rios franceses a investirem e a "aproveitarem a estabilidade" do país lusófono.

Do volume de comércio de bens transacionados entre França e Angola entre 2020 e 2022, cerca de 1,1 mil milhões de dólares (1,03 mil milhões de euros) foram de exportações de França para Angola, realçou.

Embora a estrutura das exportações franceses para Angola "seja ainda bastante dominada por equipamentos para indústria petrolífera", frisou, "começa-se a assistir uma crescente tend√™ncia de diversificação abrangendo dos domínios da alimentação, saúde, automóveis, bens de consumo, mec√Ęnica, eletricidade, eletrónica, computadores, perfumes e cosméticos".

Adão de Almeida, que discursava no fórum de lançamento de uma parceria de produção entre França e Angola no sector agrícola e agro-alimentar, em que também interveio o Presidente franc√™s, Emmanuel Macron, referiu que a França "é um importante aliado e parceiro estratégico" para Angola.

França "é um importante aliado, um parceiro estratégico nos mais diferentes domínios da vida diplom√°tica, económica e comercial, mas também no di√°logo permanente sobre as grandes questões da agenda global da atualidade", apontou o ministro de Estado.

Quanto aos investimentos, "França tem igualmente apostado na diversificação perspectivando-se incrementar ações nos domínios da agricultura, pecu√°ria, turismo e produtos alimentares enquadrados no Programa de Apoio à Produção e Diversificação das Exportações e substituição das Importações (Prodesi)".

Angola pretende também reforçar a cooperação com a França nos ramos da logística, saúde, principalmente na produção de medicamentos para uso humano e animal, equipamento, finanças, indústria, agro-indústria e construção civil.

O governante enalteceu a realização do fórum, que juntou mais de 30 empres√°rios franceses do ramo agrícola e dezenas de empres√°rios angolanos do setor, considerando ser fundamental que Angola tenha sucesso no seu objetivo de aumentar a produção interna, alcançar auto-sufici√™ncia e diversificar as suas exportações.

"Temos potencial e ambicionamos fazer muito mais, por isso entre os seus desafios e seguro da sua ambição, o executivo angolano aprovou recentemente dois importantes planos voltados para a agricultura e a pecu√°ria", disse o ministro de Estado.

Adão de Almeida convidou também os empres√°rios franceses a investirem em Angola, por disporem de v√°rias oportunidades, referindo ser este o momento certo para estes promoverem bolsas de negócios, feiras e outros eventos similares.

"É o momento certo para aproveitar a terra ar√°vel que Angola tem, os recursos hídricos disponíveis e as condições climatéricas para produção agrícola, é o momento certo para aproveitarem a estabilidade que o país oferece e a abertura cada vez maior para o mundo", acrescentou Adão de Almeida.

"Podemos fazer mais para explorar outros sectores, nomeadamente no sector das telecomunicações, tecnologias de informação, na saúde, agricultura, pescas, ensino superior, cooperação universit√°ria e de investigação científica, o reforço da promoção da língua francesa, transportes, defesa, indústria e energia, podemos fazer mais", insistiu o ministro de Estado e chefe da Casa Civil.

Entre as iniciativas francesas, conta-se um empréstimo de 150 milhões de euros, através da Ag√™ncia Francesa para o Desenvolvimento, para apoiar o programa de resili√™ncia clim√°tica e segurança hídrica - RECLIMAA, acompanhamento da revitalização da fileira do café, acordo de parceira agrícola com profissionais do setor privado franc√™s e angolano, semelhante a um acordo assinado com os Camarões no ano passado.

Serão também assinadas uma carta de intenções relativa à venda de um satélite de observação de terra com a Airbus Defence & Space, um memorando de entendimento para assist√™ncia técnica no sector da √°gua com a Suez e uma carta de intenção da fase 2 do projecto de modernização do INAMET (instituto meteorológico angolano), com a Météo France International.

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