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Canal do Cafu cedeu às chuvas intensas que se fazem sentir na prov√≠ncia. UNITA quer explicações do Governo

Menos de um ano depois de ter sido inaugurada a infra-estrutura do Sistema de Transfer√™ncia de √Āgua do Rio Cunene, uma das obras mais emblem√°ticas do primeiro mandato do Presidente João Lourenço, colapsou. A oposição quer explicações.

Por Cisola Silva Pontes em 07/02/2023 às 08:06:43
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Quem se lembra do arranque da campanha eleitoral para as eleições gerais de Agosto de 2022, lembra-se que o arranque da pré-campanha aconteceu, justamente, no Cunene, onde a infra-estrutura do Canal Cafu foi tida como uma das obras mais emblem√°ticas do governo do Presidente João Lourenço e do MPLA, inaugurada nessa altura e ainda a um par de meses das eleições.

A infra-estrutura que tinha como objectivo combater a seca severa e beneficiar no total de 230 mil habitantes e 2554 mil cabeças de gado naquela região sul do pa√≠s, escreveu o Jornal de Angola, foi inaugurado em Abril de 2022 pelo Presidente João Lourenço, mas menos de um ano depois o Sistema de Transfer√™ncia de Água do Rio Cunene através do Canal do Cafu... colapsou.

As autoridades dão como explicação as fortes chuvadas que se fazem sentir na região, anormalmente intensas para esta época, mas o maior partido da oposição não se deixa convencer e pede explicações ao Governo.

O Grupo Parlamentar da UNITA vai solicitar com car√°cter de urg√™ncia uma audição parlamentar aos ministros da Energia e Águas, João Baptista Borges, e da Construção e Obras P√ļblicas, Carlos Alberto Gregório dos Santos, e também à governadora provincial do Cunene, Gerdina Ulipame Didalelwa, para que esclareçam todo o processo de contratação das equipas respons√°veis pela construção do Canal do Cafu que cedeu às chuvas.

A UNITA pretende que se faça uma an√°lise a quem e como foi atribu√≠da a construção de uma infra-estrutura que custou mais de 44,3 mil milhões de kwanzas.


Em comunicado, o Grupo Parlamentar da UNITA diz que acompanha com "bastante preocupação" as not√≠cias e imagens postas a circular nas redes sociais sobre a degradação de alguns troços do Canal do Cafu, na prov√≠ncia do Cunene, fruto da força das chuvas que se abateram sobre a região nos √ļltimos dias.

"Tal situação é resultado da m√° qualidade da obra desse projecto de combate à fome e à seca no sul do Pa√≠s, que custou 137 milhões de dólares aos cofres do Estado, cujos resultados estão longe de impactar na vida das populações locais, vem provar mais uma vez os enormes preju√≠zos económicos e sociais que a contratação simplificada e os ajustes directos t√™m provocado ao Pa√≠s", diz a nota do GP da UNITA, em que se considera que projectos desta natureza devem ter fiscalização séria "in loco" não só de √Ęmbito técnico, mas também do fórum pol√≠tico e jurisdicional por parte de organismos afins, principalmente o Parlamento e o Tribunal de Contas, "para se evitar o desperd√≠cio de recursos financeiros e servirem de facto os fins para os quais foram projectados".

E neste contexto a UNITA pede ao Executivo a responsabilização de todos os agentes p√ļblicos e privados envolvidos "para que o Pa√≠s deixe de viver do mais do mesmo em matéria de baixa qualidade e durabilidade das obras".

O comunicado deixa uma nota em que "solidariza-se com as populações do corredor do Cafu, em particular, e da prov√≠ncia do Cunene em geral, esperando que seja feita uma intervenção consistente pelas autoridades competentes".

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