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António Costa, o primeiro-ministro português, disse que nunca fez nenhuma diligência em favor da idoneidade de Isabel dos Santos

O primeiro-ministro português assegura que "nunca fez diligência junto do governador do Banco de Portugal ou de quem quer que seja em favor" de Isabel dos Santos.

Por CSP em 24/01/2023 às 16:27:31
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O primeiro-ministro português afirma que nunca fez junto do Banco de Portugal "ou de quem quer que seja" diligências em favor da idoneidade de Isabel dos Santos e apenas actuou para procurar resolver o bloqueio accionista no BPI.

Esta posição foi transmitida por António Costa em resposta às perguntas que lhe foram colocadas pelo PSD em 23 de Novembro do ano passado, depois de o ex-governador do Banco de Portugal Carlos Costa o ter acusado de pressão e de "intromissões políticas" no processo de afastamento da empresária Isabel dos Santos do BIC.

Na sequência dessas afirmações, que classificou de "falsas e ofensivas", o primeiro-ministro anunciou em Novembro que vai processar o ex-governador.

Na carta agora enviada ao parlamento, o líder do executivo português assegura que "nunca fez diligência junto do governador do Banco de Portugal ou de quem quer que seja em favor" da filha do antigo Presidente de Angola, "nem, em concreto, sobre se devia ou não ser considerada idónea para ser administradora do EuroBic, quanto mais por esta ser filha de um Presidente de um país amigo", responde o primeiro-ministro, desmentido a versão de Carlos Costa.

António Costa refere que o EuroBic "não foi objecto de qualquer tipo de acção" por parte do seu Governo e que "apenas o Banco de Portugal podia avaliar do fundamento da sua intervenção na definição do Conselho de Administração" desse banco, "que nunca foi comunicada publicamente, nem tal foi dado conhecimento" ao seu executivo.

"Naquele período havia outro processo envolvendo a envolvendo a engenheira Isabel dos Santos, esse sim com relevância para a estabilidade do sistema financeiro e a economia nacional, que exigia a maior atenção ao Governo: A situação de bloqueio accionista que se verificava no banco BPI", explicou António Costa, e a sua intervenção foi então no sentido de desbloquear essa situação.

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