RCN12
Planalto Studio
Publicite

Presidente João Lourenço em discurso ao corpo diplomático falou da credibilidade de Angola e da necessidade da Rússia dar o primeiro passo para a paz

Foi um discurso abrangente virado para fora e para dentro, em que falou da necessidade da Rússia dar o primeiro passo para as negociações de paz com a Ucrânia e da ameaça à democracia no Brasil consubstanciada nos acontecimentos do passado domingo, e depois sobre Angola, sobre o seu papel de mediador nos conflitos regionais e tudo o que tem sido feito desde que lidera o país para credibilizar Angola no exterior.

Por Administrador em 12/01/2023 às 18:35:20
DR (Cipra)

DR (Cipra)

o Presidente João Lourenço, que discursava na cerimónia de apresentação de cumprimentos do corpo diplomático acreditado em Angola, apontou a guerra na Ucrânia como "uma séria ameaça à paz e segurança" da Europa e do mundo, provocando a maior crise energética, alimentar e humanitária desde a Segunda Guerra Mundial.

"Exortamos ao estabelecimento de um cessar-fogo definitivo e incondicional por parte da Rússia, para que se crie o necessário ambiente negocial entre as partes envolvidas, que leve à construção de uma paz sólida e duradoura nesse continente", disse o Presidente.

O chefe de Estado prosseguiu com o foco na Rússia, salientando que "a realidade de hoje contrasta com o estatuto e prestígio" que esta potência conquistou na altura, juntando-se aos aliados de então – Estados Unidos da América, Reino Unido e França – para libertar a Europa e o mundo da ocupação e da ameaça nazi.

"É hora de negociar e fazer a paz, o mundo reconhecerá esse passo na direcção certa da História", encorajou o Presidente João Lourenço, dirigindo-se aos embaixadores e chefes de missão diplomática, na cerimónia interrompida dois anos devido à pandemia de covid-19.

Abordando os acontecimentos recentes no Brasil, João Lourenço voltou a condenar "veementemente o assalto às instituições do poder executivo, do legislativo e do judicial", numa tentativa de reverter a ordem constitucional e a legitimidade do poder conferido nas urnas.

"Naquelas horas de domingo, a democracia brasileira viveu momentos de grande perigo e incertezas pelo facto de os acontecimentos poderem ter evoluído para um golpe de Estado", lamentou o chefe de Estado angolano.

Um "atentado grave" contra a democracia que levou a mundo a solidarizar-se em uníssono com o Governo de Lula da Silva "em respeito à vontade expressa do povo brasileiro", complementou.

Noutro campo, apontou os esforços da diplomacia angolana na mediação e resolução de conflitos na Região dos Grandes Lagos, na África Central e na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

"Continuamos a desenvolver, em conjunto com a comunidade dos Estados da África do Leste, importantes esforços para a pacificação do leste da RDCongo e o restabelecimento das relações de amizade e boa vizinhança entre a RDCongo e o Ruanda, no espírito das deliberações da última cimeira de Luanda", disse João Lourenço.

Além disso, "Angola contribui com a projecção de forças e meios da comunidade no esforço colectivo de luta contra o terrorismo e pacificação de Cabo Delgado em Moçambique".

O Presidente abordou também as reformas que tem vindo a operar nos últimos anos "com vista a garantir as liberdades fundamentais dos cidadãos, reduzir a burocracia na função pública, combater a corrupção e a impunidade", progressos que disse deverem-se também à melhoria do ambiente de negócios e ao sucesso do programa com o grupo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, "que aumentou a credibilidade de Angola".

O chefe de Estado destacou ainda outras acções que refletem a importância que o executivo dá ao sector privado e os investimentos públicos em infra-estruturas, no sector social e na educação, bem como o combate à seca e à pobreza.

Comunicar erro
Restaurante

Comentários

Banner_Animado_Planalto_Studio