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Professores voltaram às aulas sem acordo com o Ministério da Educação

Um caderno reivindicativo, que se arrasta há mais de um ano, tem levado os professores a diversos períodos de greve, a última, de 10 dias úteis, terminou na passada sexta-feira. Os professores regressaram, entretanto, ao trabalho mas sem acordo com o Ministério da Educação, ou seja, paira a ameaça de um novo período de greve marcado para Janeiro.

Por CSP em 19/12/2022 às 14:41:21
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As aulas nas escolas públicas do Ensino Geral retomam, esta segunda-feira, após a segunda fase da greve dos professores por um período de dez dias.

O início das aulas foi antecedido de um encontro, na passada sexta-feira, entre o Ministério da Educação e SINPROF, que durou mais de dez horas, para se encontrar pontos convergentes do caderno reivindicativo, mas não saiu fumo branco da reunião e o SINPROF mantém agendados novos períodos de greve.

Uma terceira fase pode acontecer já em Janeiro, entre os dias 3 e 31 do primeiro mês do ano, isto no caso as reivindicações dos professores continuem sem ser atendidas na sua totalidade.

Por agora, o SINPORF tem ainda agendada uma assembleia-geral do sindicato para decidirem os passos seguintes da sua luta. A reunião magna está agendada para 24 de Dezembro, e nessa altura um dos temas em debate será a eventualmente realização de uma terceira fase das greves que os professores têm vindo a realizar, apesar da pressão, das ameaças e até dos cortes salariais anunciados pela tutela para os professores grevistas.

O secretário-geral do SINPROF, Edmar Ginguma, explicou ao Jornal de Angola, que a convocatória da assembleia-geral é resultado de um encontro entre os secretários provinciais da organização, em que se abordou aspectos das negociações da semana passada com os ministérios da Educação e da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Edmar Ginguma referiu que a organização sindical não pretende tomar qualquer decisão de forma unilateral, pelo que pretende dar o direito da efectivação ou anulação da greve aos professores, antes do final deste ano, pode ler-se ainda no diário público.

O sindicalista esclareceu que tudo vai depender, até o dia da assembleia-geral, do que o Executivo venha a fazer, uma vez que tem a "chave" para fechar a possibilidade de os professores voltarem à greve - ou não, para isso é necessário que o Ministério da Educação atenda às reivindicações apresentadas há mais de um ano.

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