RCN12
Planalto Studio
Publicite

Meta demite mais de 11 mil funcionários

A empresa que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp reduziu a sua força de trabalho em 13% e estendeu o congelamento de contratações até o primeiro trimestre do próximo ano.

Por CSP em 09/11/2022 às 10:12:08
DR

DR

Desde que Mark Zuckerberg fundou o Facebook, em 2004, a empresa de Sillicon Valley tem contratado cada vez mais funcionários, mas essa tendência sofre agora um sério revés.

No final do passado mês de Setembro, a Meta acumulava o maior número de trabalhadores de sempre, num total de 87.314 pessoas.

Mas esta quarta-feira, a empresa - agora designada Meta - começou a cortar postos de trabalho, e abruptamenre.

A Meta disse que contava demitir mais de de 11 mil trabalhadores, ou seja, cerca de 13% de sua força de trabalho.

As demissões foram feitas em todos os departamentos, embora algumas áreas, como os Recursos Humanos, tenha sido mais afectada do que as outras.

"Quero assumir a responsabilidade por essas decisões e pela forma como chegamos até aqui", escreveu Zuckerberg numa carta enviada aos funcionários, em que acrescentou, "sei que isso é difícil para todos e lamento, especialmente, para os afectados."

Na terça-feira, Zuckerberg reuniu-se com executivos para discutir as demissões. Uma das pessoas que estava presente na reunião, disse que o CEO da Meta, o próprio Zuckerberg, assumiu a responsabilidade pelos cortes, admitindo que a empresa cresceu muito rapidamente.

A Meta também cancelou os planos de viagem dos funcionários para garantir que estivessem disponíveis para se reunirem com os directores dos departamentos, caso a equipe fosse afectada pelas demissões.

O Wall Street Journal já tinha avançado com a notícia dos despedimentos, esta terça-feira, e da reunião que Zuckerberg iria ter com os seus executivos para lhe transmitir isso mesmo.

Durante anos, a Meta foi uma empresa poderosa, crescendo rapidamente à medida que o Facebook acumulava mais utilizadores e comprava empresas como Instagram e WhatsApp.

Nem mesmo o escrutínio severo sobre suas práticas de privacidade ou abuso dela e o conteúdo tóxico dos seus aplicativos prejudicaram o seu desenvolvimento financeiro e as acções continuavam a subir.

A Meta foi avaliada em um trilião de dólares, ou quisermos, um milhão de biliões, no ano passado, mas a empresa tem lutado financeiramente este ano contra uma desvalorização evidente, investindo num novo negócio – o mundo imersivo do chamado metaverso – ao mesmo tempo em que enfrenta uma desaceleração económica global e um declínio na publicidade digital, que é a principal fonte de seus negócios.

No mês passado registou uma queda de cerca de 50% dos seus lucros trimestrais, e as acções caíram cerca de 70% este ano.


Comunicar erro
Restaurante

Comentários

Banner_Animado_Planalto_Studio