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Ex-chefe de segurança do Twitter acusa o sistema de ter deficiências flagrantes

O Twitter atravessa um momento delicado com denúncias à Comissão de Valores Mobiliários, ao Departamento de Justiça e à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos.

Por CSP em 23/08/2022 às 11:02:04
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O ex-chefe de segurança do Twitter acusou a empresa de "deficiências extremas e flagrantes" nas suas práticas de combate a spam e hackers.

As queixas de Peiter Zatko, o ex-executivo, diziam que as deficiências das políticas de segurança, privacidade e moderação de conteúdo na aplicação datam de 2011.

Zatko, um hacker conhecido na comunidade de segurança como Mudge, ingressou no Twitter no final 2020 mas acabou por rescindir com a empresa em Janeiro deste ano. As suas queixas foram enviadas à Comissão de Valores Mobiliários, ao Departamento de Justiça e à Comissão Federal de Comércio em 6 de Julho. O Washington Post e a CNN relataram pela primeira vez as queixas.

Zatko acusa o Twitter, o seu presidente-executivo Parag Agrawal e outros executivos e directores de "extensas violações", incluindo declarações enganosas a usuários, declarações falsas a investidores e actuação com "negligência e até cumplicidade" em relativamente aos esforços de governos estrangeiros para se infiltrar no plataforma, de acordo com a denúncia apresentada à SEC, que foi obtida pelo The New York Times.

As alegações chegam em um momento perigoso para o Twitter, que está a travar uma batalha legal com Elon Musk, depois deste se mostrar bem menos interessado em comprar a rede social por 44 mil milhões de dólares. O Twitter processou Musk para forçá-lo a fechar o acordo, e as duas partes devem ir a julgamento no Delaware Chancery Court em Outubro deste ano.

Entre as queixas agora apresentada por Zartko e as queixas de Elon Musk há inúmeras semelhanças.

Uma porta-voz do Twitter disse que Zatko foi demitido em Janeiro de 2022 por liderança ineficaz e mau desempenho.

"O que vimos até agora é uma narrativa falsa sobre o Twitter e sobre as nossas práticas de privacidade e segurança de dados, que está repleta de inconsistências e imprecisões e que carece de um contexto importante", disse o porta-voz do Twitter.

"As alegações de Zatko neste momento são oportunistas e parecem projectadas para chamar a atenção e infligir danos ao Twitter, nos seus clientes e nos seus accionistas. Segurança e privacidade têm sido prioridades no Twitter e continuarão a ser", acrescentou a porta-voz da rede social.

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