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Passa pela Bolsa de Valores a alienação de uma parte do capital da ENSA

A alienação de uma parte do capital da seguradora pública, vai passar pelo mercado de capitais, tal como tinha sido anunciado em Abril, altura em que o Ministério das Finanças anunciou que estava a estudar as melhores opções para a venda das acções da maior empresa de seguros de Angola.

Por Cisola Silva Pontes em 24/06/2022 às 05:13:00
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A privatização da ENSA, a seguradora pública responsável por mais de metade da produção do mercado angolano, vai passar pela bolsa de valores.

O IGAPE, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado, revelou esta quinta-feira, 23 de Junho, que "um novo processo" de privatização da seguradora, definido após o anterior concurso limitado por prévia qualificação não ter obtido os resultados pretendidos, passará pela alienação de um bloco de acções "preferencialmente por via de um procedimento em bolsa de valores, cujo processo permita abarcar parceiros da indústria, capazes de agregar valor e know-how à ENSA e pequenos subscritores, em particular os colaboradores".

De acordo com o IGAPE "as alterações do contexto macroeconómico de Angola para um novo ciclo de crescimento animam as perspectivas futuras, associadas à abertura do mercado de acções na BODIVA (a Bolsa de Valores angolana). Existe a convicção de que estes factores contribuirão sobremaneira para a valorização da ENSA e maximização dos resultados económicos e financeiros da privatização".

O IGAPE assinala que o anterior processo de privatização da seguradora "atraiu o interesse de vários investidores de referência, quer angolanos, quer além-fronteiras, porém, o contexto económico e financeiro conturbado pelo impacto da pandemia de Covid-19 impediu o alcance dos objectivos pretendidos", não refletindo as propostas recebidas "o valor real da ENSA, bem como o seu potencial futuro, como claramente resulta da evolução positiva dos seus resultados".

O IGAPE não deixou claro qual o montante do capital a alienar em mercado de capitais, sendo que no anterior concurso limitado, aberto em 10 de Junho de 2021 e dirigido a investidores nacionais e estrangeiros, contemplava a venda de 51% do capital da empresa, em duas fases.

Em Abril deste ano, em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, o Presidente do Conselho de Administração da ENSA, Carlos Duarte, disse estar em curso uma avaliação mais profunda sobre a maneira em que se faria a venda, em virtude de um diagnóstico realizado, à luz do plano estratégico da empresa. E a privatização em bolsa era uma das possibilidades em debate.

A privatização de parte do capital da maior seguradora angolana enquadra-se no Programa de Privatizações (PROPRIV) definido pelo governo angolano. O novo processo de privatização da seguradora pretende "maximizar o seu valor e reforçar a sua estratégia de crescimento, enquanto empresa de referência para a dinamização do mercado de capitais angolano", sublinha o comunicado do IGAPE.

No conjunto dos ramos Vida e Não Vida a ENSA mantém mais de metade da quota do mercado segurador angolano (50,63% no primeiro trimestre deste ano). Já no ramo Vida e no mesmo período ocupou a 5ª posição com uma quota de mercado de 5,39%.

O ramo Não Vida foi responsável, nos primeiros três meses do ano, por mais de 90% das apólices comercializadas no mercado angolano. Os prémios brutos emitidos no primeiro trimestre atingiram um valor de 95,8 mil milhões de Kwanzas valor que compara com os 71,2 mil milhões de Kwanzas registados em 2021.

Fonte: JA/ECO

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