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Entrega da lista da UNITA ao TC acompanhada por protesto de alegados militantes do partido

Não se conhecem a identidade dos manifestantes e entre eles não estavam figuras relevantes do partido. Tudo isto foi acompanhado por um forte dispositivo da Polícia Nacional, cerca de 200 homens.

Por Cisola Silva Pontes em 22/06/2022 às 04:54:10
Grupo de alegados manifestantes da UNITA em protesto junto ao TC

Grupo de alegados manifestantes da UNITA em protesto junto ao TC


Um forte dispositivo policial acompanhou a entrega das listas da UNITA concorrentes às eleições gerais de 24 de Agosto ao Tribunal Constitucional.

No exterior, entre as instalações dos Serviço de Informações e Segurança do Estado (SINSE) e do Tribunal Constitucional, um grupo de alegados militantes da UNITA manifestavam-se contra a inclusão nas listas de nomes como os de Abel Chivukuvuku e outros.

O grupo empunhava cartazes nos quais apelavam ao respeito pelo "Sacrifício dos Heróis Conhecidos e Anónimos da Causa da UNITA" e "Abel Chivukuvuvku e os seus Sequazes na Lista da UNITA Não!".

"Não Façam da UNITA o Meio para Salvar os Preguiçosos", "O Partido não é Propriedade do ACJ para Fazer e Desfazer, o Partido é Propriedade dos Angolanos. Todos os Angolanos Inspirados no Pensamento do Dr. Savimbi", eram algumas das frases nos cartazes empunhados pelos manifestantes.

No interior, e declarações à imprensa e sem reagir aos protestos, o secretário-geral UNITA, Álvaro Daniel, referiu que foram apresentados os documentos requeridos por lei tanto para os candidatos a Presidente e vice-Presidente da República, como para deputados à Assembleia Nacional, numa lista de 130 efectivos e 45 suplentes, apoiadas por 21.675 assinaturas, no que representa "uma transição de geração no seio do partido".

Quanto aos manifestantes, Álvaro Daniel considerou normal que num Estado de direito, as pessoas se manifestem. "Nós, de facto, vimos ali alguns cidadãos, muitos dos quais nem sequer são militantes da UNITA, ainda que fossem não representam milésima parte do universo de militantes do partido, pelo que não nos preocupa a nós dar a eles a liberdade de se manifestarem", sublinhou.

E reforçou o sentido de inclusão das listas com pessoas de vários quadrantes políticos, porque, disse, "sejam elas de outras forças políticas, algumas legais, outras em forma de projecto, como também poderão ver sensibilidades da sociedade civil, sem cor partidária. Não se admirem se encontrarem nessa lista alguém que tenha simpatia com o MPLA, porque a nossa lista é mesmo de inclusão", reforçou Álvaro Daniel.

Álvaro Daniel confirmou os nomes de Abel Chivukuvuku e do empresário Francisco Viana, antigo militante do MPLA, recentemente desvinculado na lista de candidatos à Assembleia Nacional. "Fazem parte de uma estratégia do nosso partido e os manifestantes que gostariam de vê-los fora são livres em pensar, mas também a UNITA é livre em traçar a sua estratégia e implementá-la", referiu o político, realçando que o partido pretende "fazer uma Angola nova, Angola para todos".


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