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"Habemos" Bolsa de Valores

Depois de anos de agora é que vai ser... foi. A admissão a negociação das acções correspondentes a 10% do BAI marcam a estreia a cotação de uma empresa na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

Por CSP em 13/06/2022 às 06:55:28


Com a venda de 10% do capital que o Estado detinha indirectamente, via Sonangol e Endiama, no Bancdo Angolano de Investimentos (BAI), através de uma Oferta Púbica de Venda (OPV) ou Initial Public Offering (IPO), declarou-se aberta a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), na passada quinta-feira, dia 9 de Junho.

O ministro de Estado para Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, afirmou que a OPV do BAI cumpre "eficazmente" os objectivos do programa de privatizações (Propriv).

"Conseguimos demonstrar a todos que a privatização em bolsa das participações sociais detidas pelo Estado cumpre eficazmente com os objectivos pelos quais o Propriv foi concebido, isto é, contribuir para uma melhor redistribuição do rendimento nacional e possibilitar uma ampla participação na titularidade total das empresas em referência, através da adequada dispersão de capital, dando particular atenção aos pequenos subscritores", disse o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, na ocasião.

Os bancos Millennium Atlântico e Caixa Geral Angola, e as petrolíferas angolanas Acrep e Somoil, podem ser as empresas que se seguem.

"A operação do BAI foi um sucesso, e reflete não apenas os esforços do Presidente da República, João Lourenço, em reformar o sector bancário, que até agora tem sido um sucesso, mas também o ambiente macroeconómico, que é francamente melhor", disse Marisa Lourenço, em declarações à Lusa, no seguimento da operação bolsista da passada quinta-feira.

A ida para a bolsa do BAI explica-se por duas razões, disse Marisa Lourenço à Lusa, vincando que, "por um lado, é um momento oportuno depois do novo ciclo económico que o país conseguiu imprimir e, por outro lado, é um reflexo das reformas no setor financeiro".

Questionada sobre se será razoável esperar várias ofertas públicas de vendas de empresas privadas ou de outras privatizadas recentemente, Marisa Lourenço respondeu que isso depende do sector, mas não é uma inevitabilidade.

O interesse dos investidores estrangeiros, ainda assim, é real: "O apetite dos investidores é muito positivo, o que foi evidente não só nesta operação, mas também já tinha sido demonstrado pela venda de títulos de dívida pública no mercado internacional (Eurobond), que também teve mais procura que oferta", disse a analista.

Questionada sobre a possibilidade de privatização da Sonangol, a 'joia da coroa' do programa de privatizações, que prevê a privatização de 30% da petrolífera, Marisa Lourenço respondeu que o processo é complexo.

"Os ativos no sector petrolífero são atractivos de uma maneira geral, já que o setor é o sustentáculo da economia angolana, mas a Sonangol é afectada por preocupações sobre a limitada transparência, um legado da era de dos Santos, e dúvidas sobre o próprio empenho de João Lourenço na reforma da empresa, mas o interesse dos investidores em activos financeiros deverá continuar forte caso haja outra ida para bolsa neste sector", concluiu Marisa Lourenço.


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