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Abordagem do governo chinês no combate à covid com sérias consequências no crescimento económico

A actividade económica da China contraiu acentuadamente em Abril, quando uma nova vaga de bloqueios pôs em causa as perspectivas de crescimento económico do país, há mais de dois anos em luta contra a pandemia com medidas draconianas de "covid zero'.

Por Administrador em 16/05/2022 às 05:37:31
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A produção industrial, que sustentou a rápida recuperação económica da China logo após o choque inicial da covid, no início de 2020, caiu 2,9%. É o sinal mais marcante do crescente custo económico da abordagem da China tem vindo a fazer na luta contra o coronavírus - bloqueios de cidades, testes em massa e centros de quarentena.

A eliminação de infecções é uma prioridade para o presidente Xi Jinping, que se candidata este ano a um terceiro mandato.

A estratégia de "covid zero" tem sido relativamente eficaz nos últimos dois anos, mas as autoridades chinesas voltaram a implementar drasticamente medidas restritivas em 2022, após um surto de Omicron no país, centrado particularmente em Xangai. No final de Março, a cidade ficou fechada de um momento para o outro e com muitos dos seus habitantes sem acesso a água e a alimentos frescos.

E com Xangai, dezenas de cidades e centenas de milhões de pessoas em toda a China em quarentena, parcial ou total.

A economia da China, que já estava sob pressão devido a uma crise de liquidez no sector imobiliário, altamente alavancado, acentuada com o colapso das vendas de casas. Mais recentemente, o governo chinês baixou os juros à habitação de 4,6% para 4,4%, mas não impediu que a Evergrande – um dos mais relevantes grupos do sector na China - entrasse em "default".

Os analistas acreditam que a eficácia das medidas económicas do governo chinês passa, eventualmente, por uma nova abordagem à questão do combate à pandemia.

Os mercados asiáticos reverteram os ganhos iniciais desta segunda-feira, quando passaram a negociar em baixa após a divulgação dos dados. O CSI 300 da China de ações listadas em Xangai e Shenzhen abriu 0,7 em alta, mas caiu 0,8 por cento após a divulgação dos dados, enquanto o índice Hang Seng de Hong Kong subiu 1,1 por cento antes de cair 0,4 por cento.

Na semana passada, as autoridades chinesas disseram que os cidadãos não poderiam deixar o país por motivos "não essenciais" e introduziram medidas mais severas em Xangai, quase sete semanas após a introdução de um bloqueio em toda a cidade. Hoje, autoridades d Xangai anunciaram que pretende reabrir amplamente a cidade a partir do dia 1 de Junho.

O produto interno bruto da China cresceu 4,8% no primeiro trimestre. O governo tem como meta um crescimento de 5,5% para este ano, no que é a previsão da taxa de crescimento mais baixa em três décadas.

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