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Presidente João Lourenço, em pré-campanha, falou na missão de atingir o pleno emprego

O Presidente da República continuou em trabalho intensivo pelas províncias, depois do Cunene e de Cabinda, foi a vez do Huambo. E o padrão é o mesmo, primeiro o Presidente da República em inaugurações de infra-estruturas e depois o presidente do MPLA em auto-elogio aos feitos do Presidente da República.

Por Cisola Silva Pontes em 15/05/2022 às 07:27:45
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No Huambo, e tal como no Cunene e em Cabinda, o Presidente da República muda o tom do discurso, ainda que permanece quase o mesmo, e fala das conquistas do Governo que lidera.

No Huambo, evocou as "sábias" palavras de Agostinho Neto, escritas na pedra do memorial, sobre como o importante é "resolver os problemas do povo", e é isso que João Lourenço tem feito e tem sublinhado também no ano em que se assinala o centenário do poeta da Sagrada Esperança e primeiro Presidente do país.

"É o que temos vindo a fazer ao longo do nosso mandato, um pouco por todo o país", a resolver os problemas do povo, disse João Lourenço, e isso passa pela criação de novas infra-estruturas nas áreas de habitação, saúde, água e energia, no que são também oportunidades de emprego.

E se o povo quer que o país assim continue, nas próximas eleições gerais, previstas para o próximo mês de Agosto, deve exercer o seu direito de voto e votar no MPLA, porque o próximo mandato é que vai ser porque neste primeiro mandato houve a Covid-19, que de acordo com as contas do Presidente João Lourenço começou em 2019 e se prolongou por 2020 e 2021.

Dito isto, o presidente do MPLA garantiu que a missão para um segundo mandato é atingir o pleno emprego, afirmando que pode ser conseguido se houver conjugação entre o público e o privado.

O líder do MPLA falou ainda da crise económica provocada pelo conflito na Ucrânia, que fez disparar os preços dos combustíveis e dos bens alimentares, sublinhando que o país se tem estado a preparar-se para enfrentar o choque desta crise energética e alimentar

"Felizmente, tivemos a visão de não nos contentarmos em ser apenas um grande produtor de petróleo em bruto", disse, lembrando que as pessoas e as indústrias, consomem produtos refinados, como o gasóleo e gasolina.

"Gabávamo-nos de sermos um grande produtor de petróleo, mas éramos também um grande importador de derivados de petróleo, uma situação que estava muito errada", salientou João Lourenço, apontando o desenvolvimento recente das refinarias no país.

Embora não esteja ainda resolvido o problema da refinaria do Lobito, João Lourenço, disse que se criaram condições para que o sector privado investisse em refinarias mais pequenas, acrescentando que a refinaria de Cabinda vai iniciar a produção ainda este ano e recentemente foi lançada a primeira pedra da refinaria do Soyo, as duas refinarias podem vir a operar 160 mil barris de petróleo por dia em 2025.

Além disso, anunciou que, em Junho, a refinaria de Luanda vai passar a produzir quatro vezes mais gasolina, um aumento de oferta que pode significar uma descida dos preços a partir de Junho ou Julho, ou seja, nas vésperas das eleições gerais.

O líder do MPLA e Presidente da República ainda sobre a necessidade de reduzir o peso da economia informal, insistindo que o emprego "é um direito que cabe a todos os cidadãos" e destacou que cerca de 150 mil vendedores saíram da informalidade com a implementação do PREI (Programa de Reconversão da Economia Informal).

Indicou também outras medidas que o executivo tem tomado para baixar o custo de vida dos cidadãos como a redução do IVA em alguns produtos, aumento do valor do salário mínimo e da reserva alimentar estratégica, voltando a lançar um apelo ao aumento da produção de alimentos, não só para consumo interno, mas para exportação.

Fonte: * c/agência Lusa

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