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E mais uma vez, MPLA e UNITA não pensam o mesmo sobre o assunto

A aprovação da lei que proíbe a realização de sondagens durante a campanha eleitoral não é consensual, o maior partido da oposição contesta do modelo regulatório apresentado no texto da lei.

Por CSP em 13/05/2022 às 06:34:10
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O MPLA e a UNITA mostram-se divididos quanto à Lei das Sondagens e Inquéritos de Opinião, diploma aprovado esta semana na Assembleia Nacional, que veta a realização de sondagens durante o período eleitoral

O parlamento votou na especialidade a lei que proíbe a realização de sondagens durante a campanha eleitoral. O diploma vai ser submetido a votação na próxima quarta-feira, 18 de Maio.

Entretanto, a UNITA, o maior partido da oposição protesta contra o modelo de regulação do texto, já o MPLA manifesta-se favorável ao pacote, minimizando as críticas da UNITA.

O vice-presidente da Bancada Parlamentar da UNITA, Maurílio Luiele, contesta o modelo de regulação do diploma e questiona as razões que limitam a divulgação de sondagens no dia das eleições.

"Por que motivo não se permitem sondagens à boca das urnas? O que nós estamos a contestar e vem espelhado nos três diplomas tem a ver com o modelo de regulação proposto", questionou o médico e deputado da UNITA.

O deputado do grupo parlamentar do MPLA, Agostinho Van-Dúnem, minimiza as críticas do partido do galo negro e afirma ser política a posição apresentada pela UNITA.

"São critérios, portanto, é uma questão de opção política. Esta lei não é, especificamente, para atender à questão da campanha eleitoral, portanto, estamos aqui a falar de outras matérias no domínio económico", defendeu Agostinho Van-Dúnem.

Também o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, lembrou que o projecto admite apenas a divulgação de sondagens antes das eleições, para "salvaguardar" a dinâmica eleitoral.

"Em dia de eleições não deveria haver uma sondagem e pesquisa na boca da urna, pela dinâmica do próprio movimento eleitoral que se cria neste dia. Todas as actividades de sondagem e de pesquisa, nos termos do que está proposto, podem ser realizadas e divulgadas até antes do início do período e de campanha eleitoral", afirmou o ministro Manuel Homem.

A Lei das Sondagens e Inquéritos de Opinião faz parte de um conjunto de diplomas que vai à votação no dia 18 de Maio.

Fonte: RFI

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