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Morte de Rui Galhardo envolta em polémica

O jornalista Ilídio Manuel escreve, num texto de opinião, sobre a morte do polémico membro da UNITA, Rui Galhardo, uma personagem que vivia, faz tempo em Portugal, em claro dissídio com a actual direcção do Galo Negro, presidida por Adalberto Costa Júnior. O articulista chama a atenção para o silêncio dos 'media' angolanos, maioritariamente controlados pelo Estado, sobre esta morte.

Por Ilídio Manuel em 10/05/2022 às 05:38:08
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A morte neste domingo de Rui Galhardo, um quadro intermédio da UNITA, não só colheu a opinião pública de surpresa, como também levantou uma onda de suspeitas tendo em conta que a vítima estava em rota de colisão com o actual líder do Galo Negro.

Quis destino que o desaparecimento físico do controverso político ocorresse no mesmo dia em que Adalberto Costa Júnior fazia 60 anos de idade, e um ano depois da morte, por doença, do ex-deputado do mesmo partido Raul Danda.

A triste coincidência de datas foi aproveitada pelos detractores do presidente do maior partido da oposição a conjecturar os cenários mais macabros ou fazer ligações desconcertadas, sem nenhum de casualidade. Ou seja, sem uma relação de causa e efeito entre o clima de animosidade e a sua morte.

Embora as causas da morte não tenham sido ainda esclarecidas, o facto é que pessoas próximas ao antigo quadro da missão externa da UNITA em Portugal apressaram-se a passar a mensagem de que ele tinha sido envenenado.

Mesmo sem que o corpo da vítima tivesse sido autopsiada ou objecto de um exame de toxicologia para determinar as reais causas da morte, já nas redes alguns internautas nas redes sociais disseminavam a ideia de um suposto «ajuste de contas» ou vinganças no seio dos «maninhos».

A UNITA não reagiu ainda à morte de Rui Galhardo, que sucumbiu numa das clínicas de Luanda, mas no seio desse partido político acredita-se que foram razões de saúde que estiveram na origem do seu passamento físico.

Uma fonte do Galo Negro, que falou sob anonimato, revelou que Rui Galhardo padecia de um «cancro terminal», algo que não pode ser confirmado junto de fontes independentes.

No entanto, fontes convergentes admitem, porém, que o malogrado membro da missão externa da UNITA em terras lusas padecia de uma série de patologias e que deslocava com regularidade a Portugal em busca de assistência médica.

A imprensa pública que, num passado recente, deu ampla cobertura aos actos praticados pelo malogrado militante da UNITA contra o líder desse partido, não fez nenhuma referência nos seus serviços noticiosos ao passamento físico de Galhardo. O silêncio da mídia estatal está a ser interpretado em alguns meios como um gesto de cinismo ou de desprezo por uma figura que terá sido usada para denegrir a imagem de Adalberto Costa Júnior.

O suposto desinteresse está a ser também vista como uma forma de fazer descaso as especulações em torno da morte do dissidente do Galo Negro, uma figura que nos últimos meses vinha infernizando a vida do actual líder da UNITA.

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