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Jornalista William Tonet considera que o país vive uma ditadura encubada e perigosa

O jornalista e analista Politico, William Tonet afirmou ontem que a sociedade angolana está a viver uma ditadura encubada, perigosa para além de perniciosa.

Por Teresa Cabari em 07/01/2022 às 13:06:39
Jornalista William Tonet considera que o país vive uma ditadura encubada e perigosa

Jornalista William Tonet considera que o país vive uma ditadura encubada e perigosa

Em analise sobre a confer√™ncia de imprensa que o presidente Jo√£o Louren√ßo concedeu na manh√£ dessa quinta-feira,05, à alguns órg√£os de comunica√ß√£o social, no jornal da Camunda News, William Tonet, considerou ser decepcionante a selec√ß√£o de órg√£os, sobretudo pelo facto de Jo√£o Louren√ßo ter anteriormente dito que n√£o faria o que é apologia do seu consulado.

"Foi de facto uma grande decepção, porque o presidente disse que não faria o que tem sido a apologia do seu consulado. Ele diz que não vai fazer uma coisa e faz precisamente isso. O principio da discriminação e exclusão fazem parte da bandeira do governo do presidente João Lourenço".

O jornalista, afirmou ainda que o país n√£o vive uma democracia, salientando que a atitude da presid√™ncia da república em selecionar apenas alguns órg√£os para a confer√™ncia de imprensa, denota e reafirma que "nós estamos a viver uma ditadura encubada".

"Em democracia, a exclus√£o de parte daqueles que podem espalhar a mensagem, configura uma ditadura (¬Ö). Nós n√£o estamos de facto em democracia, esse exercício infeliz da presid√™ncia da república de excluir e só ter órg√£os que est√£o sobre a sua órbita, denota e reafirma nós estamos a viver uma ditadura encubada perigosa para além de perniciosa". Afirmou o jornalista

William Tonet afirmou n√£o existir transpar√™ncia na sele√ß√£o dos órg√£os da confer√™ncia de Jo√£o Louren√ßo, salientando que o chefe de estado privilegiou alguns órg√£os preparando as perguntas.

"O problema é que n√£o h√° actos transparentes e existe normalmente esse ruido. O presidente privilegia quem vai falar, prepara as perguntas que vai dizer e depois continua a imiscuir-se nos partidos na oposi√ß√£o".

O analista, diz ainda que o presidente da república fez uma confer√™ncia de imprensa para "defender os ricos e ofender os pobres, ofender os desempregados", e pede responsabilidade ao presidente da república.

"O presidente fez uma confer√™ncia de imprensa para defender ricos e ofender os pobres, ofender os desempregados, ofender os jovens que n√£o t√™m escola, n√£o t√™m hospitais. Pede-se responsabilidade e higiene intelectual à um presidente da república em fase de crise".

O também director do seman√°rio Folha 8 diz que "n√£o é sinal de fraqueza quando os partidos decidem coligar-se, mas sim, sinal de democracia.

"N√£o é por exemplo, sinal de fraqueza quando os partidos decidem coligar-se, é sinal de democracia. O presidente nota que tem uma dificuldade na interpreta√ß√£o histórica".

De referir que o presidente da república, Jo√£o Manuel Gon√ßalves Louren√ßo concedeu uma entrevista colectiva com apenas cinco órg√£os de comunica√ß√£o social que tiveram a obrigatoriedade de enviar as perguntas antecipadamente ao gabinete de comunica√ß√£o e marketing da presid√™ncia da república.

No comunicado de imprensa, a presid√™ncia da república afirmou que os outros órg√£os de informa√ß√£o poder√£o ser selecionados nas próximas entrevistas.

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