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Presidente do Cazaquistão ignora os apelos de EUA ONU e ordena matar os manifestantes

Depois dos EUA e ONU terem pedido moderação e diálogo em meio à violência que causou mortes, o Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, autorizou hoje o uso de força letal sem aviso prévio contra manifestantes, após vários dias de tumultos no país.

Por Isaac Sócrates em 07/01/2022 às 12:10:48
Presidente do Cazaquistão ignora os apelos de EUA ONU e ordena matar os manifestantes

Presidente do Cazaquistão ignora os apelos de EUA ONU e ordena matar os manifestantes

Discursando a uma televisão local, o presidente do Cazaquistão disse que deu ordem aos órgãos da polícia e ao Exército para disparar a matar sem aviso prévio.

Tokayev, considerou os apelos, "absurdos" especialmente do estrangeiro, para negociar com os manifestantes com vista a uma resolução pacífica da crise.

"Que tipo de negociações se pode ter com os criminosos, com os assassinos? Temos estado a lidar com bandidos armados e treinados (...) Eles têm de ser destruídos e isso será feito em breve", disse.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, pediu quinta-feira ao seu homólogo cazaque, Mukhtar Tileuberdi, uma "resolução pacífica" da crise provocada pelos protestos sem precedentes no Cazaquistão.

A responsável da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, também apelou às partes em conflito no Cazaquistão que se "abstenham de toda a violência" que tem ocorrido durante as manifestações.

Segundo o chefe de Estado, "20.000 bandidos" atacaram Almaty, a capital económica onde os tumultos foram os mais caóticos e violentos.

Tinham "um plano claro de ataque, ações bem coordenadas e um elevado grau de prontidão de combate", prosseguiu, referindo-se a "sabotadores especializados".

O Ministério do Interior do Cazaquistão já contabilizaram pelo menos 18 membros das forças de segurança foram mortos e 748 feridos nos tumultos de acordo com diversas fontes .Um anterior balanço referia-se a 13 mortos e 353 feridos nas fileiras das forças de segurança. E foram detidas pelo menos 2.298 pessoas envolvidas nos protestos outras falam em

O Kassym-Jomart Tokayev também acusou "os meios de comunicação social livres e algumas pessoas no estrangeiro" de estarem a "desempenhar o papel de instigadores" desta crise.

"A operação antiterrorista continua, os militantes não depuseram as suas armas. Aqueles que não se renderem serão eliminados", disse o presidente do Cazaquistão, reconhecendo que "haverá muito trabalho a fazer para aprender com a tragédia".

O Cazaquistão, o maior país da Ásia Central, está, desde domingo, envolto em tumultos após manifestações de protesto contra o aumento dos preços do gás liquefeito, um dos combustíveis mais utilizados nos transportes do país, de 60 tengues por litro (0,12 euros) para o dobro, 120 tengues (0,24 euros).

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