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Angola vai receber um a dois navios por semana com milhares de toneladas de produtos a granel

Um navio com 30 mil toneladas de açúcar a granel chegou esta terça-feira ao País, e "esta quarta-feira um outro navio atracou no porto do Lobito, em Benguela, com 35 mil toneladas de milho", sendo que, todas as semanas pelo menos um carregamento com 30 a 35 mil toneladas deverão atracar nos portos do País no âmbito da operacionalização da Reserva Estratégica Alimentar.

Por Diniz Kapapelo em 30/12/2021 às 06:14:18
Angola vai receber um a dois navios por semana com milhares de toneladas de produtos a granel

Angola vai receber um a dois navios por semana com milhares de toneladas de produtos a granel

A Reserva Estratégica Alimentar de Angola prevê disponibilizar ao mercado 11 produtos da cesta básica de modo a "influenciar a baixa de preços. Para já, só estão ainda a ser disponibilizados açúcar e coxas de frango, produtos importados, embalados e distribuídos pelos grupos Gemcorp e Carrinho, que juntos, através da empresa Gescesta, criada em partes iguais, ficaram com a gestão da Reserva Estratégica Alimentar.

Um navio com 30 mil toneladas de açúcar a granel chegou ontem ao País, e "esta quarta-feira um outro navio atracou no Porto do Lobito em Benguela com 35 mil toneladas de milho", tal como informou Eduardo Machado à TPA.

De acordo com o coordenador de gestão do Entreposto Aduaneiro de Angola, Eduardo Machado, doravante, chegarão ao país um a dois navios por semana, com uma média de cerca de 30 a 35 mil toneladas dos produtos designados na Reserva Estratégica Alimentar.

Depois do açúcar e do arroz, que chegam a granel e são embalados em Angola, das caixas de coxas de frango e, agora, do milho, é esperado que se juntem a farinha de trigo e de mandioca, massango, óleo alimentar, feijão, sal, e peixe seco, para completar o lote de 11 produtos, alguns produzidos localmente.

Ouvido à respeito o economista Augusto Fernandes, disse que os navios que estão a atracar em Angola é uma questão de estratégia do Estado angolano em função do poder de compra reduzido das famílias angolanas que estão, quase numa situação de calamidade.

De referir que a operacionalização da Reserva Estratégica Alimentar foi posta em marcha na semana passada com o objectivo de "garantir a aquisição, armazenamento e distribuição de mais de 520 mil toneladas de produtos alimentares", segundo uma nota do Ministério da Indústria e Comércio enviado na altura às redacções.

Por outro lado, o economista Augusto Fernandes garante que o governo deve adoptar medidas urgentes para que a população não morra a fome.

A gestão dessa Reserva Estratégica Alimentar foi entregue à Gescesta, empresa constituída em Maio deste ano, mas cuja escritura foi publicada em Outubro, com um capital social de 100 mil kwanzas, distribuídos por duas quotas iguais, divididas pela Gemcorp e pela Tools and Foodservice, Lda, que tem por trás o grupo Carrinho.

O programa do Governo gerido pela Gescesta "irá garantir a aquisição, armazenamento e distribuição de mais de 520 mil toneladas de produtos alimentares, parte deles já produzidos e transformados localmente, prevendo-se um impacto na redução dos preços em até 5% para o consumidor final".

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