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Jeremias Agostinho afirma que medidas tomadas contra os países da África Austral são discriminatórias

O médico angolano e especialistas em saúde pública e doenças tropicais afirmou recentemente que as medidas de restrições tomadas inicialmente pela União europeia contra os países da África austral, sobretudo a África do Sul por terem anunciado a existência da variante "microm foi uma medida discriminatória.

Por Teresa Cabari em 02/12/2021 às 12:56:52
Jeremias Agostinho afirma que medidas tomadas contra os países da África Austral são discriminatória

Jeremias Agostinho afirma que medidas tomadas contra os países da África Austral são discriminatória

Para o médico que falava em entrevista cedida à Camunda News, a suspensão de voos provenientes dos países da África do sul e os demais países da áfrica Austral é ao seu ver uma medida errada e discriminatória por se tratar de países africanos e pelo facto de não serem o primeiro a registar a existência da variante no mundo, afirmando ainda que alguns países membros do bloco europeu já haviam registado a variante Ómicron entre os seus cidadãos.

"No caso especifico da Ómicron, houve um tratamento bastante desigual e preocupante, isso mostra que nós africanos temos que repensar o quê que nós queremos do nosso continente porque a qualquer momento poderemos ser posto de parte porque não fomos só a África do Sul e outros países aqui da África Austral que notificaram casos". Disse o especialista em saúde pública e doenças tropicais

Na altura em que o reino unido e o bloco europeu decidiram suspender todos os voos provenientes da áfrica austral, já haviam casos em outras partes do mundo incluindo dentro do próprio bloco europeu porque o Reino Unido, a Alemanha e a Bélgica já haviam identificado casos. Acho que por um tipo de discriminação que deve ser bem estudada, tomou-se uma medida diferente para o caso da África Austral, ou seja, impediu-se o trânsito de pessoas da áfrica austral para o resto do mundo mas não se proibiu para os demais países". Acrescentou

Quanto as restrições e suspensão de voos que o governo angolano tomou na sequência do apelo feito pela união europeia, o médico e também especialista em pediatria considerou ser uma medida não ideal tendo em conta os compromissos que Angola tem com muito desses países da SADC e a região dos grandes lagos.

"Penso que no nosso caso em especial, pecamos. Primeiro por suspender os nossos voos com países vizinhos, que são países da nossa região e nós temos sido um país conciliador, um país preocupado com a região da SADC, com a região dos grandes lagos e a decisão não foi, do meu ponto de vista, a mais ideal".

"Por sermos países vizinhos, por sermos da mesma região, nós temos que partilhar os riscos e as dificuldades. Era espectável uma solidariedade do género em mantermos as nossas trocas para evitarmos prejuízos".

Jeremias Agostinho diz que esperava uma atitude diferente por parte do governo com os países africanos afectados e que a suspensão de voos e repatriamento de cidadãos não é a melhor decisão.

"Esses voos de repatriamento são custeados pelo estado, são mais gastos, e nós já temos a nível do nosso aeroporto internacional um teste chamado de teste pós desembarque, que é o teste que foi instituído para identificar pessoas que tenha feito um teste no país de origem e que aqui nota-se que é positivo. Se nós temos esse teste nós só temos esses teses não temos que necessariamente impedir que elas possam entrar no nosso país.

De referir que a Variante Ómicron foi anunciada pela primeira vez na África do Sul após terem feito teste em mais de 77 amostras colectadas, porém, o país da África Austral não foi o primeiro país a registar a existência desta variante com mais de 30 mutações no mundo. Há três dias, a Holanda confirmou a existência da variante no seu país muito antes da África do Sul ter registado, mas sem antes ter anunciado.

Após a África do Sul ter anunciado a existência da nova variante, a união europeu apelou aos seus países membros que suspendessem os voos proveniente da África do Sul, porém, está medida foi retorquida pela Organização Mundial da Saúde.

Actualmente, mais de 20 países registaram a existência da variante Ómicron. Mas, segundo Jeremias Agostinho, apesar de ser uma variante de rápida transmissão, não periga tanto a vida da população, sendo que apresenta um baixo risco de morte pela mesma.

Ainda não se tem dados de pessoas que morreram infectados com a nova variante, mas, os cientistas a nível mundial tudo estão a fazer para criar uma vacina para combater e imunizar a população.

Fonte: Camunda News

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