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"Operação Caranguejo" chega a tribunal com 51 arguidos e 213 testemunhas

O major Pedro Lussati √© o protagonista de uma burla que lesou o Estado angolano em mais de 60 milh√Ķes de d√≥lares num processo de dezenas de p√°ginas que conta com um longo elenco de 51 arguidos e 213 testemunhas

Por Isaac Sócrates em 01/12/2021 às 11:11:43
"Operação Caranguejo" chega a tribunal com 51 arguidos e 213 testemunhas

"Operação Caranguejo" chega a tribunal com 51 arguidos e 213 testemunhas

A Procuradoria-Geral da Rep√ļblica (PGR), Hélder Pitta Grós, que deduziu acusa√ß√£o a partir do processo "Opera√ß√£o Caranguejo", que tem como arguido principal o antigo membro da Casa de Seguran√ßa do Presidente da Rep√ļblica, o Major Pedro Lussaty, detido desde Junho deste ano.

Apanhado na posse de milh√Ķes de dólares e kwanzas, e de algumas centenas de euros, em caixotes, malas e viaturas, bem como sendo protagonista de uma vida extravagante e estupidamente luxuosa, Lussaty é o rosto vis√≠vel de uma fraude tentacular de contornos ainda n√£o totalmente esclarecidos. É poss√≠vel que em tribunal se possa ficar a saber como é que um major do exército angolano que recebia um sal√°rio de cerca de 700 mil kwanzas podia acumular uma fortuna de contornos quase obscenos - com casas e terrenos em Luanda e no Lubango, casas em Lisboa e no Porto, em Portugal, e duas dezenas de viaturas.

Segundo a acusação da PGR, foram constituídos 51 e arroladas 213 testemunhas. Temos, pois, um longo processo que, por certo, levará anos para estar concluído.

Entre os crimes imputados aos arguidos est√£o peculato, recebimento indevido de capitais, associa√ß√£o criminosa, branqueamento de capitais, comércio ilegal de moeda e abuso de poder.

No caso do major Pedro Lussati, respons√°vel pela elabora√ß√£o de folhas de sal√°rio e planos de pagamento da Unidade Especial de Desminagem, da banda de m√ļsica, da Unidade de Destina√ß√£o Especial e de toda a Secret√°ria-geral da Casa de Seguran√ßa do Presidente da Rep√ļblica, no caso, j√° Jo√£o Louren√ßo - e como se pode ver, unidades dadas a alguma opacidade -, a acusa√ß√£o conclui que ter√° desviado elevadas somas de dinheiro no decurso das suas fun√ß√Ķes.

O esquema fraudulento prosseguiu entre os anos de 2008 e 2018, e durante esses anos, pelo menos s√£o essas as contas da PGR, ter√£o sido desviados cerca de 62 milh√Ķes de dólares da Casa de Seguran√ßa do Presidente da Rep√ļblica, o mesmo é dizer... dos cofres Estado.

Em julgamento, e pela qualidade dos agentes envolvidos, muitos deles próximos de elementos próximos do poder pol√≠tico, espera-se que mais informa√ß√£o venha a p√ļblico.

Por agora, temos que a "Opera√ß√£o Caranguejo" fez rolar uma cabe√ßa, e n√£o foi uma cabe√ßa qualquer, mas a do general Pedro Sebasti√£o, entretanto substitu√≠do pelo general Francisco Furtado como chefe da Casa de Seguran√ßa do Presidente da Rep√ļblica.

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