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Desafios do Covid-19 nos sistemas de organização do trabalho.

A Microsoft disse que os números que usam seu software para colaboração online aumentaram quase 40% em uma semana. Para o fundador da Zoom, Eric Yuan, "da noite para o dia todo mundo percebeu que precisava ter uma ferramenta como o Zoom para conectar seu pessoal."

Por Administrador em 04/04/2020 às 12:24:38

Depois de perceber os problemas que o Covid-19 pode provocar surgiram vários desafios. Referem-se aqui os desafios nos sistemas de organização de trabalho, numa altura em que quarentena, isolamento social são palavras de ordem para evitar a propagação do vírus. Com efeito, as organizações para responderem de forma positiva às orientações dos órgãos de saúde e cumprir o Estado de Emergência decretado optaram pelo teletrabalho.

O teletrabalho ou Home Office tornou-se nos últimos dias, uma nova forma de organização do trabalho nas empresas, escolas, hospitais e demais instituições públicas que ficaram fisicamente fechadas, mas não pararam graças às tecnologias como Skype, o Hangouts ou o Zoom. As pessoas passaram a trabalhar a partir de um local diferente (ou não) mais distante, fisicamente, da restante equipa ou grupo de trabalho.

As grandes empresas, como Google e Microsoft, incentivaram seus funcionários a trabalhar remotamente em casa. O uso dos aplicativos de mensagens, tais como Skype for Business, Messenger, Whatsapp for Business, Slack e Google Hangouts e do Cloud Computing, Dropbox e Gsuite, disparou em Itália, Espanha e em Portugal. Segundo Mark Zuckerberg, executivo-chefe do Facebook, o tráfego de videochamadas e mensagens explodiu. A Microsoft disse que os números que usam seu software para colaboração online aumentaram quase 40% em uma semana. Para o fundador da Zoom, Eric Yuan, "da noite para o dia todo mundo percebeu que precisava ter uma ferramenta como o Zoom para conectar seu pessoal."

As organizações fecharam fisicamente, mas abriram as janelas e os seus colaboradores passaram a se comunicar, a compartilhar informações e a executar seu trabalho por via destas tecnologias que servem de base para o Home Office. As organizações foram desafiadas a adoptar uma nova forma de organização do trabalho. O que costumava acontecer num movimento linear, com a passagem dos processos de um departamento para outro, faz-se agora, mais do que nunca, através de uma "colaboração radical", tendo em vista responder ao problema ou desafio do COVID-19.

Infelizmente, em Angola muitas organizações públicas ou privadas não se a aperceberam que tinham que agir de forma preventiva, colocando os colaboradores em teletrabalho antes da declaração do Estado de Emergência. E quando decidiram muitas organizações fizeram-no de forma abrupta em que quase toda a gente de escritório teve de passar a trabalhar desde casa.

Muitas organizações habituaram os seus colaboradores a usar apenas e-mail e outros sistemas não operacionais. O recurso à videoconferências no trabalho de algumas empresas nunca fez parte da sua cultura organizacional. Hoje, diante do COVID-19, o Home Office com recurso a vídeos que servem para conectar diversas pessoas em uma reunião à distância e em tempo real é uma oportunidade e também um desafio. Oportunidade para migrar de aulas e de reuniões corporativas para plataformas online e desafio para as organizações adoptarem e disponibilizarem ferramentas tecnológicas para o teletrabalho aos funcionários de maneira integrada, com segurança, potenciando criatividade, cooperação inter-pares e desempenho.

Estamos diante de um processo de aprendizagem – organizações e colaboradores – porque não estávamos preparados para esta realidade. Terão as empresas, escolas, hospitais e demais locais públicos a agilidade para se adaptar, mantendo, dentro do possível, os sistemas de organização de trabalho?

É importante que estas organizações percebam a situação que estamos a passar e consigam distingui-la da actuação no longo prazo, fomentando a agilidade na instituição, pois aquelas que não o conseguirem ser, seguramente não vão sobreviver a um momento como este. Os gestores precisam garantir que as organizações não parem e continuem a sua actividade e que depois consigam ter a agilidade suficiente para poderem perceber como é que se vão poder adaptar estas ferramentas tecnológicas que impulsionam as novas formas de organização dos sistemas de trabalho.

Para quando regressarem aos seus postos de trabalho e tiverem a necessidade de os adequar a uma nova cultura de trabalho se lembrarem que por causa do Covid-19 tiveram de mudar de posto de trabalho, na grande maioria, instalando-se em casa. Como qualquer mudança, também esta alteração da cultura do trabalho que se assistir será um processo imprevisível.

Portanto, as organizações que mais contexto e informação puderem fornecer aos colaboradores mais estes estarão aptos para tomarem as decisões certas quando confrontados com essas mudanças e habilitar as organizações com ferramentas colaborativas.

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